A coalizão Pacto Histórico, que reúne partidos de esquerda na Colômbia, rejeitou o que classificou como tentativa de impedir a participação do senador Iván Cepeda na consulta interpartidista prevista para 8 de março. A denúncia aponta setores da direita e autoridades eleitorais como responsáveis por uma manobra para questionar a inscrição do pré-candidato.
O argumento usado por adversários é que Cepeda não poderia disputar duas consultas, após ter sido escolhido como pré-candidato em um processo realizado em 26 de outubro de 2025. O Pacto Histórico sustenta que a votação anterior teve caráter interno e partidário, organizada pelo Polo Democrático, no âmbito de fusão com outras forças, entre elas, União Patriótica, Partido Comunista, Colombia Humana e Progresistas.
A coalizão informou que mais de 2,7 milhões de pessoas participaram do processo, com mais de 1,5 milhão de votos para Cepeda. Também citou decisão do Tribunal Administrativo de Cundinamarca, de 5 de dezembro de 2025, que reconheceu a validade do mecanismo e, conforme o Pacto, obriga as autoridades eleitorais a respeitá-lo.
Cepeda declarou estar habilitado e afirmou que, se for impedido, haverá violação de direitos políticos e resposta jurídica e política. “Nós os podemos derrotar nas urnas, eles nos querem derrotar com trapaças”, disse, defendendo mobilização caso o bloqueio avance.
O analista e ex-magistrado do CNE Luis Guillermo Pérez declarou que o órgão tinha ciência do processo de outubro e que a consulta de março é distinta por envolver coalizão. Guillermo Segovia afirmou que uma decisão contrária seria vista como antidemocrática por impedir a participação.





