O governador Cláudio Castro assinou na segunda-feira (26) um decreto que altera a estrutura operacional e administrativa da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro. O ato foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (27) e, conforme o próprio governo, não implica aumento de efetivo nem de despesas.
O decreto nº 50.123/2026 prevê a criação de novas unidades na corporação, num total de ao menos 16 frentes operacionais e administrativas. Entre os exemplos citados estão o 13º BPM (Maricá), o 42º BPM (Araruama), o 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana) e o 1º BPM (Venda da Cruz, em São Gonçalo), apontado como já em funcionamento.
Na Polícia Ambiental, o texto transforma oito unidades em três batalhões: 1º BPAM (São Gonçalo), 2º BPAM (Volta Redonda) e 3º BPAM (São João da Barra). O governo alega que a mudança reduziria a sobrecarga de batalhões existentes e aumentaria a “eficiência”.
Além disso, o decreto menciona “modernização” administrativa, fortalecimento do serviço de “inteligência”, ajustes de gestão de pessoal e medidas voltadas a pensionistas. Entre as promessas apresentadas está a construção do Hospital da Polícia Militar de Sulacap, na Zona Oeste.
Ao comentar a medida, Castro afirmou que a mudança seria “importante e positiva” e disse que a corporação não poderia permanecer por décadas “com a mesma estrutura”.
Essa é a mesma polícia militar responsável pela maior chacina da história do Brasil, no final de 2025, nos complexos do Alemão e da Penha. Na ocasião, mais de 130 pessoas foram assassinadas a sangue-frio pelas forças de repessão do estado, incluindo a PM.


