Em entrevista ao Diário da Causa Operária, o vice-presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Antônio Caros Silva, informa o balanço direção do partido sobre a 54ª edição da Universidade de Férias: a direção está plenamente satisfeita com o resultado político e organizativo da edição, destacando o recorde de público, a ampla diversidade de participantes de todas as regiões do país e o fortalecimento da militância em um contexto de grave crise política nacional e internacional.
Antônio Carlos Silva, que também é membro da Executiva Nacional, afirmou que o evento consolidou 27 anos de realização da Universidade com resultados inéditos. “Nós estamos plenamente satisfeitos com o êxito político e organizativo, dessa que foi a 54ª edição. São 27 anos de realização da universidade. Foi a maior universidade pela presença do público, a diversidade de pessoas de todas as regiões do país e setores. Houve uma presença majoritária, como sempre, da juventude, mostrando o revigoramento do Partido”, declarou o dirigente. Essa avaliação aponta não apenas para o crescimento quantitativo, mas para o rejuvenescimento da base partidária e a capacidade de atrair militantes de diferentes origens geográficas e sociais.
O curso, uma introdução a O Capital, ministrado por Rui Costa Pimenta, teve considerável adesão, segundo o dirigente. Antônio Carlos destacou ainda: “Muita participação dos presentes, muita interação, tanto pelo público presente aqui na universidade, como também pelas centenas de pessoas que acompanharam online e que interagiram, que participaram”. A combinação de presença física e transmissão online ampliou o alcance do evento, permitindo que simpatizantes de todo o país acompanhassem e contribuíssem com os debates em tempo real.
O dirigente enfatizou o significado político do momento: “Nesse momento de enorme crise política, agravamento da situação, mais do que nunca a universidade cumpre o papel de reforçar a compreensão política da militância, dos simpatizantes, da situação para levar adiante a luta, ante a crise do imperialismo e a necessidade de construção do partido operário revolucionário”. Segundo Antônio Carlos, a Universidade não é apenas um espaço de estudo teórico, mas uma ferramenta direta para preparar a militância para os desafios colocados pela ofensiva da direita, pela tendência de guerra imperialista e pela profundidade da crise capitalista.
Uma das principais novidades foi o ato inaugural em defesa da Venezuela, que marcou a edição. “Foi importante porque a universidade não é uma atividade à margem da luta política que o partido trava. Então, nós tivemos aí uma atividade inaugural da universidade que foi a manifestação e defesa do povo venezuelano, do governo da Venezuela pela liberdade dos companheiros Maduro e Cília. Eu acho que isso foi muito importante, influenciou inclusive no clima do acampamento, esse caráter internacionalista, esse caráter militante”, explicou Silva. Ele classificou o ato como “o maior ato já feito numa Universidade de Férias”, destacando como ele imprimiu um tom combativo e solidário desde o início, conectando diretamente a formação teórica à luta concreta contra o imperialismo.
O PCO anunciou a continuação imediata dessa atuação: “Nós estamos enviando uma delegação de companheiros para Venezuela, dirigentes do partido e companheiros da imprensa partidária que vão acompanhar e divulgar”. Essa iniciativa reforça a linha internacionalista do partido, combinando estudo com prática militante em uma das frentes mais decisivas do momento político internacional.
Apesar do período de férias e do refluxo habitual nas atividades de esquerda, a adesão superou as expectativas, Antônio Carlos explica: “A universidade acontece num momento de um certo refluxo de férias, que as atividades estão paralisadas e que a esquerda adormece mais ainda. Mas nós tivemos o réveillon no final do ano, ato da Venezuela e a universidade mostrando que a militância do Partido da Causa Operária está se preparando para as lutas importantes que nós vamos ter ao longo desse ano para enfrentar a enorme crise política que teremos pela frente”, analisou o vice-presidente. Ele acrescentou que o evento demonstrou “uma disposição muito grande” e que a militância “sai daqui amplamente reforçada, revigorada, inclusive para levar isso para os estados”.
A composição do público foi outro ponto forte: “Aqui nós tivemos representantes de todas as frentes dos estados, do nordeste, do sul do país, do centro-oeste, diferentes setores sem terras, muitos estudantes, companheiros do movimento indígena e entre outros trabalhadores”. Durante a Universidade, o PCO também participou do ato dos professores em São Paulo em preparação para greve. “A universidade está totalmente entrelaçada com a atividade do partido de intervir nas várias frentes de luta e procurar impulsionar uma perspectiva revolucionária diante da situação”, concluiu Antônio Carlos.
Para a direção nacional, o acampamento cumpriu plenamente seu objetivo de unir teoria revolucionária e ação prática, preparando a militância para os embates de 2026. “A militância mostrou esse espírito de se preparar para esses embates e eu acho que sai daqui amplamente reforçada, revigorada”, resumiu Antônio Carlos Silva, sinalizando que o PCO sai da 54ª Universidade de Férias mais forte e orientado para as lutas que virão.





