O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o regime israelense sofreu uma “derrota mais humilhante” nas recentes manifestações golpistas ocorridas no país em comparação com a guerra de 12 dias imposta em junho passado.
“O regime sionista realizou operações terroristas simultâneas e organizadas em várias cidades do Irã, mas… sofreu uma derrota mais humilhante em menos de 48 horas do que na guerra de 12 dias”, disse Qalibaf neste sábado.
Ele elogiou os grandes esforços das forças do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) para proteger o país tanto durante a guerra entre EUA e “Israel” quanto nos protestos. Ele acrescentou ainda que as revoltas impulsionadas pelo imperialismo seguiram o estilo do Estado Islâmico, que cometeu crimes e assassinatos, e que seus membros eram antirreligiosos.
O parlamentar enfatizou que os agentes foram totalmente treinados pelo regime israelense, pelos EUA e seus subordinados. Ele observou que o regime israelense orquestrou o ataque da mesma maneira que fez no ataque com bipes no Líbano, em setembro de 2024.
Em 17 de setembro de 2024, milhares de dispositivos de comunicação sem fio pertencentes a membros do movimento de resistência Hesbolá explodiram simultaneamente em diferentes locais no Líbano e na Síria, matando pelo menos 12 pessoas e ferindo cerca de 3.000, a maioria cidadãos comuns. O regime israelense assumiu oficialmente a responsabilidade pelos ataques.
Em outra parte de seu discurso, Qalibaf alertou contra o plano dos inimigos de criar divisão no país para ferir os interesses da nação iraniana e da Revolução Islâmica. Ele ressaltou a importância de seguir as ordens do Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Saied Ali Khamenei, para combater as conspirações inimigas.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que os protestos foram “uma resposta vingativa dos inimigos da nação iraniana” após sua derrota na guerra de 12 dias em junho. No final do mês passado, as dificuldades econômicas, causadas e agravadas por anos de sanções, desencadearam uma onda de protestos pacíficos entre comerciantes em Teerã e outras cidades. As autoridades reconheceram as reivindicações dos manifestantes como legítimas, mas elas foram sequestradas por agentes apoiados por autoridades americanas e israelenses, que pediram publicamente um levante violento contra o regime.
Autoridades do Irã disseram que alguns dos mercenários estavam armados, treinados e recrutados por agências de espionagem dos EUA e de “Israel” para incitar a violência, danificar propriedades públicas e matar civis e membros das forças de segurança.





