Partido da Causa Operária

Contribua para o PCO cobrir os acontecimentos na Venezuela

Objetivo é mostrar o que está acontecendo de fato no país caribenho, em contraste com a campanha mentirosa da grande imprensa

Neste sábado (25), o Partido da Causa Operária (PCO) lançou uma campanha financeira voltada ao envio de uma comitiva de jornalistas para a Venezuela, com o objetivo central de realizar uma cobertura direta dos acontecimentos políticos no país caribenho. O objetivo é mostrar o que está acontecendo de fato na Venezuela, em contraste com a campanha mentirosa da grande imprensa.

A delegação escolhida para a missão é composta pelos militantes Juca Simonard e Adriana Machado, que gravaram uma convocatória diretamente da 54ª Universidade de Férias do PCO, em Sorocaba, interior de São Paulo. No vídeo promocional, Adriana Machado denunciou o que chamou de ofensiva internacional. Segundo a militante, “o imperialismo, com o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores, iniciou aí o processo de guerra contra os povos da América Latina”, alertando ainda que esse é um conflito que os países imperialistas “querem generalizar para o mundo inteiro”.

Juca Simonard, por sua vez, enfatizou que a ida à Venezuela busca garantir que os trabalhadores possam saber o que ocorre “sem ficar dependendo das informações mentirosas que saem na imprensa burguesa”. O militante explicou que essa metodologia de cobertura independente já foi aplicada pelo PCO em outros cenários, mencionando que a organização já enviou jornalistas para a Rússia, Cuba e para o Catar, onde realizaram entrevistas com dirigentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Conforme pontuou, tais esforços só são possíveis “com a ajuda dos simpatizantes, dos militantes e das pessoas que querem saber a verdade”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se encontra em Nova Iorque após ter sido sequestrado junto à primeira-dama Cilia Flores por forças armadas norte-americanas durante a agressão militar do dia 3 de janeiro. Naquela data, forças de operações especiais norte-americanas, apoiadas por um robusto aparato naval que incluía o porta-aviões USS Gerald R. Ford e submarinos nucleares, lançaram uma ofensiva aérea coordenada sobre Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo venezuelano, sob o comando imediato da vice-presidente Delcy Rodríguez, denunciou os bombardeios como uma agressão criminosa contra alvos civis e militares, resultando em apagões generalizados e na destruição de infraestruturas estratégicas. O objetivo central da operação, conforme confirmado posteriormente pelo governo de Donald Trump, era o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Enquanto Donald Trump exibia imagens de Maduro sob custódia e com os olhos vendados, o governo venezuelano ativava o estado de Comoção Exterior e convocava a Milícia Bolivariana para a defesa armada. A resistência em solo foi intensa; relatos do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos indicaram que helicópteros de extração enfrentaram fogo pesado, resultando em danos a aeronaves e ferimentos em soldados norte-americanos. No entanto, o custo humano mais elevado foi sentido pela população local e por aliados internacionais. Relatórios subsequentes apontaram a morte de pelo menos 80 pessoas na Venezuela, incluindo civis atingidos em complexos habitacionais em áreas como Catia La Mar.

A dimensão internacional do conflito escalou rapidamente com a confirmação, por parte do governo de Cuba, da morte de 32 combatentes cubanos que atuavam na segurança e defesa de instalações venezuelanas no momento do ataque. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou o ato como uma violação vulgar da soberania regional, decretando luto nacional e recebendo os restos mortais dos combatentes em Havana com honras militares e uma manifestação que reuniu cerca de meio milhão de pessoas na Tribuna Anti-imperialista. Enquanto isso, no Brasil, a reação oficial foi marcada por uma nota do presidente Lula que, embora condenasse o uso da força e a violação do direito internacional, omitiu o nome de Nicolás Maduro e procurou manter uma postura de distanciamento diplomático.

A partir de 5 de janeiro, o cenário deslocou-se para os tribunais de Nova Iorque, onde Nicolás Maduro, em sua primeira audiência judicial, declarou-se prisioneiro de guerra e reiterou sua legitimidade como chefe de Estado, rejeitando todas as acusações de narcotráfico. A defesa de Cilia Flores denunciou a falta de assistência médica para lesões e possíveis fraturas sofridas durante o sequestro, o que gerou protestos da representação venezuelana na ONU por violações às Convenções de Genebra. Enquanto o processo jurídico se arrastava com uma nova audiência marcada apenas para março, os Estados Unidos surpreenderam ao anunciar uma suspensão seletiva de sanções petrolíferas. O Departamento de Energia norte-americano iniciou a comercialização imediata de 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano.

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