As Forças Democráticas Sírias (FDS), milícia separatista curda, declararam nesta segunda-feira (19) que suas áreas enfrentam ataques intensificados desde 6 de janeiro, acusando “a Turquia e grupos influenciados pelo Estado Islâmico de buscarem quebrar a vontade das comunidades locais”.
Em um comunicado, o Comando Geral das FDS afirmou que seus combatentes continuam a enfrentar os assaltos “brutais e bárbaros”. O comunicado acusou a Turquia e grupos armados aliados de escalarem suas operações em uma tentativa de derrotar a milícia no norte da Síria, alertando que os ataques estão expandindo em alcance e intensidade.
Traçando paralelos com a batalha de Kobane (Ayn al-Arab) em 2014, as FDS afirmaram que, assim como o Estado Islâmico foi derrotado naquela ocasião, os ataques atuais também falharão. Declararam que cidades que se estendem de Derik a al-Hasakah, incluindo Kobane, se tornarão locais de resistência contra “uma nova geração de forças influenciadas pelo Estado Islâmico, lideradas pelo Estado turco”.
Um cessar-fogo abrangente havia sido alcançado no domingo (18) entre o governo interino sírio e as Forças Democráticas Sírias (apoiadas pelos Estados Unidos), após dias de confrontos armados. A Turquia considera as FDS uma ameaça à sua segurança e há muito exige sua remoção das áreas próximas às suas fronteiras.
Logo depois, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan manteve uma chamada telefônica com o presidente interino sírio, Ahmad al-Sharaa, durante a qual os dois líderes discutiram relações bilaterais e os últimos desdobramentos na Síria.
No entanto, os confrontos foram retomados na segunda-feira (19), particularmente em Raqqa, com relatos de bombardeios, de acordo com correspondentes da AFP, um monitor de guerra e fontes regionais.




