O atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou, ao final de 2025, o maior volume de concessões (privatizações) de infraestrutura da história do Brasil, registrando a marca de 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos. Esse desempenho numérico supera os projetos executados durante as gestões de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso, marcando uma capitulação gigantesca perante a direita e a extrema direita. Um levantamento detalhado, realizado pelos ministérios dos Transportes e dos Portos e Aeroportos, indica que o Brasil realizou 160 leilões federais de transportes desde 1995, ano em que entrou em vigor a Lei das Concessões. Desse total, cerca de 31% ocorreram apenas entre os anos de 2023 e 2025. Para efeito de comparação, o governo de Bolsonaro foi responsável por 45 certames, enquanto o governo de FHC realizou 26 ao longo de seus dois mandatos.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, descreveu Lula como um político de “frente ampla” que não “prioriza a ideologia em detrimento das necessidades do país”. Esse movimento se reflete nos números da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, que apontam que 84% dos R$ 280 bilhões investidos em infraestrutura em 2025 vieram de grupos privados, representando uma alta real de 11% em comparação ao ano anterior, enquanto o investimento público direto apresentou queda.
O setor portuário teve 26 terminais concedidos que somam R$15,5 bilhões em “investimentos” previstos. Entre os projetos mais aguardados para o futuro próximo, está o Tecon 10, um megaterminal de cargas no Porto de Santos, com leilão previsto para março de 2026 e aporte estimado em R$6,5 bilhões. Logo atrás em volume de certames aparece o setor rodoviário, que contabilizou 22 leilões no atual mandato. Somente em 2025 foram realizados 13 desses processos, totalizando R$247 bilhões em investimentos projetados.





