A Justiça da República Islâmica do Irã contestou as informações de que o “manifestante” detido Erfan Soltani teria sido condenado a pena de morte. A assessoria de imprensa do Poder Judiciário classificou os boatos como “notícias fabricadas”.
O comunicado foi publicado na quinta-feira (15), dois dias depois de o Departamento de Estado dos Estados Unidos alegar em sua conta em farsi no X que a sentença de morte contra Soltani seria executada em 14 de janeiro. A Justiça informou que Soltani, de 26 anos, foi preso em 10 de janeiro durante os recentes protestos e formalmente acusado de “reunião e conluio contra a segurança interna do país”, bem como de “atividades de propaganda” contra a República Islâmica.
Se ele for condenado após o devido processo legal, acrescentou o comunicado, “a punição seria a prisão. Fundamentalmente, a pena de morte não existe na lei para tais acusações”.
O comunicado observa ainda que que Soltani está atualmente detido na prisão central de Karaj, uma cidade a noroeste da capital iraniana, Teerã.
Também em seu comunicado, o Judiciário condenou o “ato flagrante e irregular de fabricação de notícias” por parte da mídia hostil que tem apoiado terroristas em distúrbios ligados ao estrangeiro em todo o Irã.
O boato levou o Departamento de Estado dos EUA a adotar uma posição incorreta e equivocada, afirmou.
“A disseminação de tais rumores por grupos de oposição financiados pelos EUA, juntamente com sua capacidade de induzir aquele governo ao erro, demonstra que aqueles que colaboram com o governo dos EUA e apoiam os interesses sionistas não são confiáveis e enganam até mesmo seus próprios patrocinadores financeiros e políticos.”
Enquanto isso, o Judiciário enfatizou que a imprensa hostil está há muito tempo engajada na propagação de rumores deliberados e falsos sobre o Irã, citando as alegações recentes sobre o recebimento de dinheiro das famílias dos mortos em protestos para entregar seus corpos e as estimativas sobre o número de vítimas.
Alguns lojistas realizaram protestos pacíficos em diferentes cidades no mês passado devido a questões econômicas, mas as manifestações foram direcionadas para a violência após declarações públicas de figuras do governo norte-americano e do Estado de “Israel”.
As autoridades reconheceram a legitimidade das queixas econômicas e prometeram resolvê-las, ao mesmo tempo que denunciaram elementos apoiados pelo estrangeiro por explorarem as preocupações com a subsistência da população, que estão diretamente ligadas às sanções unilaterais dos EUA.





