O governo da Austrália anunciou nesta quinta-feira (15) que começará a financiar reformas em cinco bases militares filipinas estrategicamente localizadas na ilha de Luzon a partir de 2026. A iniciativa, confirmada por um porta-voz do Departamento de Defesa australiano à rede ABC, visa aprofundar os laços entre os países em uma região marcada pela proximidade com Taiuã e por disputas territoriais no Mar do Sul da China.
O projeto foca em bases situadas na maior e mais setentrional ilha das Filipinas, ponto considerado decisivo para a estabilidade do Indo-Pacífico. Segundo o governo australiano, as obras serão realizadas respeitando “a soberania e a propriedade” das Filipinas sobre as instalações.
Os investimentos abrangerão áreas fundamentais para a prontidão militar, incluindo:
- Logística e suprimentos: Melhoria da capacidade de armazenamento e distribuição.
- Treinamento: Expansão de centros de instrução para as Forças Armadas das Filipinas (AFP).
- Segurança contra incêndios e manutenção: Modernização das normas de segurança nas instalações.
O anúncio faz parte de um movimento mais amplo da Austrália para expandir sua presença na região. Em 2025, a Austrália já havia dado passos nessa direção:
- Outubro de 2025: Assinatura de um tratado de defesa mútua com a Papua-Nova Guiné.
- Novembro de 2025: Conclusão de um acordo de acesso recíproco com a Indonésia.
A cooperação com as Filipinas reforça a rede de apoio à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) da região, especialmente em um momento de aumento das tensões entre a China e o imperialismo japonês. Em agosto de 2025, os ministros da Defesa dos dois países já haviam sinalizado a intenção de formalizar este novo pacto de infraestrutura, que agora ganha contornos definitivos com o cronograma para 2026.
A ilha de Luzon fica a poucas centenas de quilômetros de Taiwan e faz fronteira com águas onde incidentes entre embarcações chinesas e filipinas tornaram-se frequentes.





