O imperialismo atua na América Latina para controlar as reservas de petróleo do continente e impedir que os países exerçam soberania sobre seus próprios recursos. O ataque à Venezuela, detentora das maiores reservas do mundo, e a campanha sistemática para impedir o Brasil de explorar sua imensa riqueza na Margem Equatorial são duas faces da mesma política de rapina.
É urgente denunciar esta ofensiva, travestida de preocupação ambiental. Sabotagem que é defendida, inclusive, pela esquerda ongueira e setores do próprio aparato estatal.
O petróleo bruto liderou a pauta exportadora brasileira em 2025, somando US$44,67 bilhões, um feito que, embora represente uma ligeira queda de 0,7% em relação a 2024, atesta a resiliência do produto. Contudo, esse dado é atingido em meio a uma gigantesca manobra para manter uma das maiores fronteiras petrolíferas do País, a Margem Equatorial, que “ambientalistas”, “esquerdistas” e o imperialismo não querem que seja explorada.
O atraso na concessão da licença para perfuração, imposto pelo Ibama, não foi um acidente burocrático, mas um ato de subserviência aos interesses imperialistas. A própria insistência na nomenclatura “Foz do Amazonas” visa a comover a opinião pública, criando uma mentira sobre a proximidade da exploração com a Amazônia. Igualmente alarmista foi a divulgação do vazamento de 14 metros cúbicos de fluido biodegradável em um poço, a cerca de 175 km da costa do Amapá. Este incidente, minimizado e explicado pela Petrobrás e pelo Ibama, foi transformado em prova de “risco ambiental em curso” por organizações como Observatório do Clima, Greenpeace e WWF, entidades com financiamento imperialista.
O objetivo é claro: manter o petróleo no chão enquanto empresas como a Chevron e a ExxonMobil investem bilhões em aquisições para controlar reservas estratégicas em nosso continente e pelo mundo afora, contradizendo o discurso de que este logo perderá valor.
A manobra fica ainda mais evidente quando se observa a vizinha Guiana, com menos de 800 mil habitantes, que experimenta um crescimento exponencial no PIB.
Enquanto isso, a esquerda ongueira, que se finge de morta para a extração ao lado, trabalha ativamente para impedir a exploração nacional, garantindo que a riqueza do pré-sal brasileiro seja, no futuro, usurpada por quem hoje se empenha em mantê-la no subsolo.
A política covarde e capituladora do governo Lula se manifesta na atuação de ministros como Marina Silva e Sônia Guajajara, que agiram para barrar os estudos na Margem Equatorial e seguem articulando iniciativas contra a exploração do ouro negro. Tais ações, ligadas à pressão do imperialismo, privam os estados do Norte e Nordeste de um desenvolvimento econômico e social crucial, alavancado pela cadeia do petróleo e pelos investimentos previstos da Petrobrás, como os R$20 bilhões projetados para a região.
O petróleo é, e continuará sendo a curto prazo, o “ouro negro” do desenvolvimento e da energia. A luta pela sua exploração na Margem Equatorial e em todo o País e a defesa de sua nacionalização é, antes de tudo, uma batalha pela soberania nacional.
A Petrobrás, uma das companhias mais competentes em operações em águas profundas no mundo, é o instrumento do povo brasileiro para explorar suas riquezas.
Para garantir que essa imensa riqueza sirva amplamente ao desenvolvimento e melhoria das condições de vida do seu dono, o povo brasileiro, é preciso reestatizar a Petrobrás e colocá-la sob o controle dos trabalhadores, por meio da mobilização popular.





