O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (14) que a operação dos EUA na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro no início do mês, foi uma “violação flagrante do direito internacional”. Ele falou após reunião com a ministra das Relações Exteriores da Namíbia, Selma Ashipala-Musavyi.
Lavrov declarou que a condenação é compartilhada pela “maioria global” e criticou aliados de Washington por evitarem uma avaliação “baseada em princípios”, afirmando que o caso envolve violação do direito internacional.
No Conselho de Segurança da ONU, o enviado russo Vassily Nebenzia classificou a ação como “um crime cínico que não pode ser justificado”. O representante chinês Sun Lei também condenou a intervenção, afirmando que ela ameaça a paz e a segurança na região.
As Forças Armadas dos EUA lançaram um ataque em 3 de janeiro, sequestrando Maduro e sua esposa. O casal teria sido levado a um navio de guerra norte-americano e depois transportado para Nova Iorque, onde compareceu ao tribunal na semana seguinte, sob acusações de conspiração para tráfico de drogas; ambos se declararam inocentes.
A presidente interina Delcy Rodriguez declarou que nem os EUA nem qualquer “agente estrangeiro” controlará a Venezuela. Ela indicou abertura a “cooperar” com Washington, mas afirmou que o país “nunca voltará a ser colônia de outro império”.



