O exército sionista demoliu mais de 2.500 prédios na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo de outubro, segundo reportagem do New York Times publicada nesta segunda-feira (12), baseada em análise de imagens de satélite da Planet Labs. De acordo com o jornal, a maior parte das demolições ocorreu no lado supostamente ocupado por “Israel” a leste da chamada “Linha Amarela”, que passou a dividir Gaza em duas áreas após a trégua.
O jornal citou exemplos de bairros como Shujaiya, em que imagens logo após a trégua mostram edifícios ainda de pé e registros posteriores apontariam devastação extensa. Segundo o levantamento, blocos inteiros foram destruídos, assim como áreas agrícolas e estufas.
“Israel está apagando áreas inteiras do mapa”, afirmou Mohammed al-Astal, analista político em Gaza, citado pelo jornal. Shaul Arieli, ex-comandante do Exército de “Israel”, descreveu o quadro como “destruição absoluta”, dizendo que não se trata de demolição seletiva.
Autoridades de “Israel” alegam que as demolições teriam como objetivo destruir túneis do Hamas e casas armadilhadas. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou em novembro que a destruição continuaria “até o último túnel”, a mesma propaganda utilizada como pretexto para o genocídio da população palestina.





