O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta segunda-feira (12) que o agrupamento Dnepr tomou o controle do povoado de Novoboikovskoye (Novoboikivske), na região de Zaporíjia, atribuindo o avanço a “ações decisivas” da unidade e dizendo ter libertado a localidade.
Ainda segundo Moscou, nas últimas 24 horas o agrupamento Tsentr eliminou mais de 400 soldados ucranianos e destruiu veículos blindados, incluindo um Stryker e um HMMWV de fabricação norte-americana, um Bushmaster australiano, três caminhonetes e uma peça de artilharia. O ministério também afirmou que o agrupamento Vostok matou até 205 militares ucranianos e que as forças de Quieve perderam mais de 240 soldados em choques com o agrupamento Sever.
A pasta declarou, ainda, que aviação tática, drones, mísseis e artilharia atingiram infraestrutura de energia e transporte, aeródromos militares, uma instalação de produção de drones de longo alcance e posições temporárias de forças ucranianas e de mercenários estrangeiros em 157 pontos.
No mesmo comunicado, a Rússia disse que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 13 drones de asa fixa ucranianos durante a noite em diferentes áreas, citando as regiões de Rostov e Vorônej, a Crimeia, Adiguésia, Kursk e também o Mar Negro.
Do lado ucraniano, o ditador Volodimir Zelensqui voltou a pressionar governos europeus para que liberem “imediatamente” mísseis de defesa aérea estocados. Em vídeo divulgado no domingo (11), ele afirmou que os depósitos europeus possuem os sistemas necessários e defendeu novas contribuições via a lista de necessidades prioritárias coordenada pela OTAN, apontada por Quieve como central para sustentar a defesa contra ondas de drones e mísseis russos. Zelensqui associou o pedido à queda da capacidade de interceptação no fim de 2025 e às dificuldades para manter o ritmo de defesa.
O mecanismo citado por Quieve, chamado Prioritized Ukraine Requirements List (PURL), foi estabelecido em agosto de 2025 como um instrumento coordenado pela OTAN e pelos Estados Unidos para organizar pedidos de armamentos, com financiamento europeu direcionado sobretudo a sistemas fabricados nos EUA. O programa prevê pacotes mensais somando cerca de US$1 bilhão, divididos em duas parcelas de US$500 milhões, e tem priorizado interceptores Patriot, mísseis IRIS-T e munições de artilharia, com limitações de produção apontadas como entrave para entregas rápidas.
Autoridades russas continuam a condenar os envios de armas, denunciando-os como escalada. O chanceler Serguei Lavrov reiterou que carregamentos seriam alvos militares legítimos e voltou a rejeitar a hipótese de qualquer envio de tropas da OTAN para a Ucrânia.





