Dois membros do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) foram assassinados em confrontos na província de Kermanshah, no oeste do Irã, segundo informou a agência Tasnim nesta quinta-feira (8). A nota atribui a ação a grupos “separatistas”.
O episódio ocorre em meio a protestos que se espalharam pelo país desde o fim de dezembro, após a desvalorização do rial e o aumento de preços no comércio.
Prisões e apreensão de armas
Ainda na quinta-feira (8), o chefe de polícia da província de Lorestan anunciou a prisão de sete pessoas acusadas de incitar distúrbios, com apreensão de armas de fogo. A Tasnim afirmou que grupos “separatistas” baseados no Iraque passaram a atuar “operacionalmente” no terreno.
Em outro episódio noticiado por veículos iranianos, dois mortos e ao menos 30 feridos foram registrados após homens armados atirarem contra agentes de segurança em Lordegan, na província de Chaharmahal e Bakhtiari. O informe menciona ainda danos a prédios administrativos durante os distúrbios.
Autoridades diferenciam protesto e ataques armados
Autoridades iranianas afirmaram reconhecer o “direito” de protesto, mas disseram que há diferença entre manifestações e ações armadas. O chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, declarou que não haverá “leniência” com participantes de atos violentos.
A inteligência do CGRI anunciou detenções de pessoas apontadas como organizadoras de distúrbios em diferentes regiões, incluindo Zanjan e áreas do oeste da província de Teerã, com abertura de processos e encaminhamento ao Judiciário.
Mudança no Banco Central
No contexto da crise econômica, o texto informa que Mohammad Farzin deixou o cargo de presidente do Banco Central do Irã e foi substituído por Abdolnaser Hemmati, após processo de avaliação e voto de confiança do governo.





