A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (8) a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais. Segundo o comunicado citado, a decisão inclui 35 entidades que não pertencem à ONU e outras 31 ligadas ao sistema das Nações Unidas.
O governo norte-americano afirmou que as organizações atuam contra “interesses nacionais” e que promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos” em conflito com a “soberania” e com a “força econômica” do país. A medida, segundo a própria Casa Branca, decorre de revisão de todas as organizações das quais os EUA são membros ou signatários.
Cortes e precedentes
O texto lembra que, anteriormente, o governo Trump já havia interrompido financiamento e apoio a instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNRWA, o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO.
No primeiro mandato de Trump, os EUA também cortaram financiamento da UNRWA e se retiraram do Conselho de Direitos Humanos da ONU, alegando “preconceito” contra “Israel”. Sob Joe Biden, os EUA voltaram ao órgão com mandato 2022–2024.
Listas e abrangência
Entre as organizações citadas no anúncio estão fóruns e institutos ligados a clima, biodiversidade, energia, migração, combate a “ameaças híbridas” e estruturas do ECOSOC, além de programas e escritórios vinculados à ONU. A Casa Branca afirmou que os cortes encerram financiamento e envolvimento do contribuinte norte-americano com entidades consideradas ineficientes ou contrárias às prioridades do país.





