A primeira semana de 2026 mostrou que o imperialismo se prepara de maneira cada vez mais acelerada para uma grande conflagração mundial. Em cinco dias, eventos envolvendo três continentes — a invasão da Venezuela, a tentativa de golpe em Burkina Faso e a pirataria naval contra a frota russa — expuseram a agressividade do grande capital.
O sequestro de Nicolás Maduro, ocorrido no dia 3 de janeiro, e a imediata declaração de controle sobre as reservas petrolíferas venezuelanas, é a mais grave agressão à América Latina desde 1989, quando houve a invasão do Panamá. Menos de 24 horas depois, o governo nacionalista de Burquina Fasso, da região africana do Sael, denunciou uma tentativa de golpe contra o capitão Ibrahim Traoré, visando desmantelar a Aliança dos Estados do Sael (AES), o mais importante bloco anti-imperialistas da África.
Mais recentemente, a tentativa de sequestro de uma embarcação com bandeira russa mostrou a disposição do imperialismo de agredir diretamente até os maiores países do bloco anti-imperialista: Rússia e China.
Essa tendência já vinha se desenvolvendo nos últimos meses. A denúncia recente de que o governo da Alemanha projeta um cenário de guerra direta contra a Rússia em um horizonte de cinco anos prova isso. Simultaneamente, no Extremo Oriente, o novo governo japonês intensifica as provocações contra a China.
Essa agressividade é, acima de tudo, uma necessidade do imperialismo. Trata-se de uma reação às sucessivas derrotas militares sofridas nos últimos anos — na Ucrânia, no Afeganistão, no Sael, na Palestina etc. Se o imperialismo não reagir com extrema violência, os povos de todo o mundo verão nas derrotas do imperialismo um estímulo para novos levantes. Resta ao grande capital, portanto, a guerra como meio para conter temporariamente a rebelião popular.
A guerra é inevitável. E se torna cada vez mais próxima.





