Os governos do Reino Unido e da França anunciaram planos para enviar tropas à Ucrânia “no caso de um acordo de paz” com a Rússia, segundo declarações feitas em Paris durante uma reunião do grupo conhecido como Coalition of the Willing.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que os países assinaram uma “Declaração de Intenções” para estabelecer um marco legal que permita a atuação de forças britânicas, francesas e de “parceiros” em território ucraniano. Starmer disse que, após um cessar-fogo, Reino Unido e França pretendem criar “centros militares” no país, além de estruturas protegidas para armas e equipamentos, e integrar o monitoramento do acordo, sob coordenação liderada pelos Estados Unidos.
O presidente francês Emmanuel Macron descreveu o contingente proposto como força não combatente, composta por “potencialmente milhares” de soldados, que ficariam “bem atrás” da linha de contato. Nenhum dos líderes apresentou números exatos, locais de implantação ou prazos.
Zelensqui declarou que houve “discussões muito substanciais” com representantes norte-americanos sobre garantias de segurança e documentos em elaboração. O enviado dos EUA Steve Witkoff, que participou das conversas em Paris, não confirmou compromisso de envio de tropas, mas mencionou “protocolos de segurança” voltados a dissuadir ataques.
A Rússia tem rejeitado de forma categórica qualquer presença de forças da OTAN na Ucrânia e afirmou que tropas estrangeiras seriam tratadas como “alvos legítimos”. Moscou também aponta a pretensão ucraniana de integrar a aliança militar como um dos fatores centrais do conflito.





