O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a Ucrânia precisa criar condições para que seus homens jovens permaneçam no país, em vez de fugir para a Europa Ocidental. A declaração foi feita ao lado de Vladimir Zelensqui, em entrevista coletiva após uma reunião em Paris do grupo conhecido como Coalition of the Willing.
Merz vinculou reconstrução econômica e garantias de segurança, dizendo que um país economicamente forte seria condição para deter a Rússia após eventual acordo. Ele também afirmou que os apoiadores ocidentais têm “certas expectativas” em troca de assistência financeira e ajuda à reconstrução, destacando a necessidade de empregos que evitem a saída de jovens para países como Alemanha, Polônia e França.
Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia restringiu a saída do país para a maior parte dos homens adultos. As regras foram flexibilizadas para homens entre 18 e 22 anos em agosto do ano passado, e relatos mencionam que quase 100 mil jovens deixaram o país após a mudança.
O recrutamento forçado ucraniano se intensificou diante de falta de efetivos. Em dezembro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que autoridades em Quieve teriam orientado os recrutadores a “apertar os parafusos ao máximo” para obter até dois milhões de novos soldados até o início de 2026, intensificando a ditadura contra a população.
O anúncio do mandatário alemão é demonstração do que a Rússia vem afirmando categoricamente desde o início do conflito: as potências imperialistas buscam prolongar a guerra até o último ucraniano.





