As forças do governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos Estados Unidos, entraram em confronto em Alepo, em meio ao impasse na implementação do acordo de 10 de março de 2025, que previa integrar a administração curda e sua estrutura militar às instituições estatais sírias até o fim de 2025.
A Diretoria de Operações do Exército Árabe Sírio declarou que todas as posições militares da FDS nos bairros Sheikh Maqsoud e al-Ashrafieh são “alvos militares legítimos” e pediu que civis se afastem dessas posições. A Defesa Civil Síria informou que mais de 2.324 civis foram evacuados desses bairros após a escalada dos confrontos.
Segundo relatos divulgados por veículos estatais, a FDS teria disparado projéteis contra áreas como o bairro al-Siryan, e o Exército sírio respondeu às origens do fogo. Há versões conflitantes sobre o início dos combates. Informações publicadas por agências e por comunicados oficiais indicam pelo menos cinco mortos, enquanto outros relatos apontam número maior, com vítimas majoritariamente civis.
A FDS, por sua vez, acusou grupos ligados ao governo de ataques com drone de reconhecimento contra Sheikh Maqsoud e afirmou ter havido mortos e feridos. Também relatou ofensivas contra áreas como Deir Hafer, a cerca de 50 km a leste de Aleppo, perto de pontos estratégicos do norte sírio.
O acordo de 10 de março de 2025 foi assinado em Damasco entre o presidente interino Ahmed al-Sharaa e a liderança da FDS, com promessa de integração institucional, cessar-fogo e retorno de deslocados, além de controle estatal de fronteiras e infraestrutura. A demora na execução e divergências sobre descentralização têm alimentado a crise, e conversas recentes em Damasco, segundo a imprensa estatal, não produziram resultados práticos.





