O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá “governar” a Venezuela até que uma transição política possa ocorrer, horas depois de as forças imperialistas bombardearem o país sul-americano e sequestrarem seu presidente, Nicolás Maduro.
Falando durante uma entrevista coletiva no sábado (3), Trump disse que os EUA iriam “governar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”.
“Não queremos nos envolver com a entrada de outra pessoa e termos a mesma situação que tivemos durante o último longo período de anos”, disse ele.
Um avião transportando o líder venezuelano pousou no estado de Nova Iorque na noite do mesmo dia, de acordo com a imprensa dos EUA.
Imagens transmitidas pela CNN, Fox News e MS Now mostraram autoridades americanas escoltando uma pessoa que identificaram como Maduro para fora de um avião no aeroporto internacional Stewart, a cerca de 97 quilômetros (60 milhas) a noroeste da cidade de Nova Iorque.
Durante a coletiva de imprensa de sábado, Trump disse que “grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos” entrariam na Venezuela para “consertar a infraestrutura petrolífera seriamente danificada e começar a ganhar dinheiro para o país”.
Ele acrescentou que as ações de seu governo “tornarão o povo da Venezuela rico, independente e seguro”.
O governo Trump defendeu a “captura” de Maduro, dizendo que o presidente enfrentava acusações relacionadas a drogas nos EUA.
Essas acusações incluem “conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos”, disse a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
“Eles logo enfrentarão toda a fúria da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, acrescentou ela em uma postagem no X.
Um funcionário do Departamento de Justiça disse à agência de notícias britânica Reuters que a expectativa é que Maduro faça uma aparição inicial no tribunal federal de Manhattan na segunda-feira (5).




