Manifestação nacional

Responder agressão dos EUA à Venezuela à altura

No dia 11 de janeiro, todos às ruas em defesa do povo venezuelano

Na madrugada do dia 3 de janeiro, as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam áreas civis e militares da Venezuela em Caracas e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira. Moradores da capital relataram explosões e ruídos de aeronaves em baixa altitude por volta das 2h (horário local). Poucas horas depois, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os EUA “irão governar” a Venezuela até que uma “transição” seja concluída e ameaçou uma segunda onda de ataques “muito maior” caso haja resistência à ingerência norte-americana.

Ainda na manhã do dia 3, Trump publicou na Truth Social que os EUA realizaram “um ataque em larga escala” e declarou que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram “capturados e levados para fora do país”, anunciando que daria mais detalhes em coletiva em Mar-a-Lago. O mandatário norte-americano também divulgou uma imagem de Maduro com os olhos vendados sob custódia de agentes dos EUA; o governo venezuelano, até o momento, não apresentou confirmação do conteúdo divulgado por Trump.

Em pronunciamento, a vice-presidente Delcy Rodriguez afirmou que o governo desconhece o paradeiro do presidente e exigiu “prova de vida” por parte de Washington. Segundo ela, Maduro havia alertado previamente o povo sobre a possibilidade de uma agressão desse tipo, com impacto sobre civis em diversos pontos do país. Após os ataques, autoridades venezuelanas relataram interrupções de energia em setores de Caracas e mencionaram danos a estruturas descritas como estratégicas.

Na sequência, o governo venezuelano declarou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, determinou a ativação de planos de defesa, ordenou o desdobramento do Comando para a Defesa Integral da Nação e anunciou a passagem imediata à defesa armada. Em nota oficial, Caracas denunciou “a gravíssima agressão militar” e afirmou que a ofensiva viola a Carta da ONU, destacando o objetivo de apoderar-se de recursos estratégicos venezuelanos, como petróleo e minerais, e reafirmando o direito à legítima defesa.

No plano político, o PSUV divulgou comunicado conclamando governos e povos a protestarem contra a ação norte-americana, com pronunciamentos públicos e iniciativas junto a parlamentos, embaixadas e organismos internacionais. Em Havana, houve ato na Tribuna Anti-imperialista, e o presidente Miguel Díaz-Canel classificou o ataque como brutal e traiçoeiro, afirmando que os EUA “não têm autoridade moral nem legal” para sequestrar o presidente venezuelano e que são responsáveis por sua integridade física.

No Brasil, embora o Itamaraty não tenha divulgado nota oficial, o presidente Lula publicou manifestação em rede social condenando os bombardeios e a captura do presidente venezuelano, defendendo reação por parte da ONU e a “via do diálogo”.

A ofensiva atual ocorre após uma escalada iniciada no final de 2025. No dia 10 de dezembro de 2025, Donald Trump assumiu publicamente uma operação de sequestro de um petroleiro em águas próximas à costa da Venezuela. Na ocasião, declarou que as forças norte-americanas “acabaram de tomar um petroleiro na costa da Venezuela” e, questionado sobre o destino do navio e da carga, respondeu: “acho que vai ficar conosco”.

Seis dias depois, em 16 de dezembro, Trump anunciou o bloqueio de todos os “petroleiros sancionados” que entrem e saiam da Venezuela, medida voltada diretamente contra a exportação de petróleo. Em resposta, o presidente Nicolás Maduro declarou, em atividade alusiva ao 166º aniversário da Batalha de Santa Inés, que “as mesmas mãos de produtores, camponeses e operários que semeiam a terra venezuelana são as que levantarão as armas para defender a Pátria” e afirmou que a “Venezuela segue em vitória” diante das agressões externas. No dia 23 de dezembro, o tema chegou ao Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China condenaram as ações de Washington: Moscou falou em “intimidação” e “agressão flagrante”, e Pequim disse se opor a “unilateralismo e intimidação”, apoiando países que defendem sua soberania.

A nova etapa da agressão, com bombardeios e declaração aberta de que os EUA pretendem “governar” a Venezuela, coloca a necessidade de uma resposta prática, para além de notas e apelos formais. Nesse sentido, o Partido da Causa Operária (PCO) vem defendendo a mobilização de rua como forma de solidariedade ao povo venezuelano e de enfrentamento à ofensiva norte-americana no continente.

O PCO está convocando um ato nacional em defesa da Venezuela para 11 de janeiro de 2026 (domingo), às 10h, na Avenida Paulista, em São Paulo, com concentração na Praça Oswaldo Cruz. A atividade contará com caravanas de diversos estados e foi anunciada como a primeira atividade da 54ª Universidade de Férias do Partido, organizada em meio à escalada de agressões dos EUA no Caribe. Para contribuir com a mobilização, basta enviar apoio financeiro para o Pix apoiar.venezuela@pm.me. Para mais informações: (11) 99741-0436.

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