Em 22 de novembro de 2025, faleceu Natália Braga Costa Pimenta, dirigente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal).
A vida
Natália começou a militar na Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), no movimento estudantil secundarista, e assim seguiu na universidade. Do grêmio estudantil às ocupações da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), com ampla repressão da polícia, nas barricadas e nas polêmicas e no enfrentamento com a esquerda pequeno-burguesa e a direita, atuou organizando a juventude em torno do programa, da compreensão do marxismo e da luta revolucionária.
Reunia qualidades únicas. De uma incrível capacidade de análise e profundo sentimento de humanidade, empatia e sensibilidade, reunia em torno de si desde os sem-terra que precisavam de abrigo contra jagunços do latifúndio, até intelectuais interessados em debates profundos sobre temas diversos de cultura, história, política etc.
Organizadora nata, fortaleceu a centralização e organização partidária, o recrutamento, as comunas da juventude. Foi fundamental para o fortalecimento da imprensa partidária, quando fundou este Diário Causa Operária (DCO); entre outros aspectos da manutenção e sustentação de uma imprensa independente e a serviço da classe trabalhadora.
Atuou no Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, na defesa da verdadeira emancipação das mulheres, na luta pelo socialismo, organizadas em um partido operário; polemizando, com a esquerda pequeno-burguesa sobre temas do feminismo liberal, entre outros.
Mesmo hospitalizada, como defensora e adepta do parto humanizado, acompanhava a situação e a defesa de Ric Jones, médico obstetra, e sua esposa, a enfermeira Zeza Jones, presos por uma política de perseguição ao parto humanizado no Brasil. O mesmo em relação à defesa da Palestina. Esteve no Catar, com a delegação do Partido que se reuniu com o birô político do Hamas, e no hospital seguia buscando meios de fazer algo pelo povo palestino.
Viveu plenamente. Com alegria, convicção e esperança. Aos 40 anos, Natália deixou dois filhos pequenos, muitos amigos e companheiros e um legado. Esteve internada por cinco meses em uma luta pela vida e direito à saúde, que vai continuar após seu falecimento. Afinal, como declarou seu pai, Rui Costa Pimenta, “Natália agora é parte do programa do PCO”.
A morte
Após metástase no cérebro originária de um câncer de mama, Natália realizou cirurgia e, desde julho, esteve internada, tratando de outras metástases e complicações que, após radioterapias e quimioterapias, resultaram numa Leucemia Mieloide Aguda (LMA).
Diante do quadro e em busca de tratamentos eficientes, a família descobriu que a mutação específica da doença poderia ser tratada com o Revumenib, um medicamento novíssimo, aprovado nos Estados Unidos. Foi então fortalecida uma jornada judicial, mobilização social e política, para a aquisição do remédio que, de fato, não foi liberado a tempo. O que poderia ser uma esperança de tratamento se tornou um tema de denúncia para a família e o Partido.
Assim como Natália, milhares de brasileiros estão sendo condenados à morte por uma burocracia que funciona para defender os lucros dos banqueiros. Em nome dela, e de todo o povo, o PCO seguirá denunciando e lutando contra o neoliberalismo, a burocracia do Estado e privada, os sanguessugas do orçamento federal, por Saúde como direito universal.
Natália Braga Costa Pimenta, presente!





