Na noite desta sexta-feira (6), dezenas de militantes, filiados e simpatizantes do Partido da Causa Operária (PCO) se reuniram no salão do Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP) para um jantar em homenagem ao revolucionário Leon Trótski, assassinado há 85 anos por um agente a serviço da burocracia stalinista.

O jantar tinha como objetivo homenagear a memória do fundador da força militar que impôs a derrota aos inimigos da Revolução Russa, o famoso Exército Vermelho, e arrecadar fundos para o Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), que vem se consolidando como um importante centro cultural independente na cidade de São Paulo.
No momento da chegada, muitos dos participantes receberam sua carteirinha do CCBP.

O evento teve início por volta das 21h30, com o discurso do presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta.

Pimenta iniciou sua fala explicando que o assassinato de Leon Trótski teria sido um dos maiores crimes do stalinismo contra a classe operária mundial. Ele lembrou que o stalinismo foi, conforme Trótski havia previsto, o responsável por afogar dezenas de revoluções.

O presidente do PCO considerou que o mais importante naquela data era lembrar o legado de Trótski, que cumpriu um papel de grande importância para a revolução mundial tanto na produção teórica, quanto na sua capacidade organizativa impressionante.

O principal feito de Trótski destacado por Pimenta foi a fundação do Exército Vermelho. O dirigente comparou a construção do exército daquela época com o atual exército chinês, que, embora esteja crescendo de maneira impressionante, se desenvolve em período “de paz” e em meio a uma prosperidade econômica. Trótski, por outro lado, construiu o Exército Vermelho de seis milhões de homens, “do zero”, em plena guerra civil.

Após o discurso de Pimenta, os participantes fizeram um brinde a militantes do Partido que estão enfrentando problemas de saúde graves no momento.

Após o brinde, chegou a hora do jantar: uma deliciosa moqueca baiana.




