A ofensiva contra o Líbano se intensificou nas últimas 24 horas com a escalada de ataques promovidos por “Israel” no sul do país e pelo grupo mercenário Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), operando a partir da Síria. A investida sionista expandiu a ocupação em território libanês, enquanto o bombardeio vindo da Síria resultou na morte de uma criança e deixou vários feridos.
‘Israel’ intensifica ataques e expande ocupação
No dia 16 de março, um drone de “Israel” atingiu um veículo na cidade libanesa de Mays al-Jabal, matando um membro do Hesbolá identificado pela mídia sionista como Hussein Mahmoud Taha. Foi o terceiro ataque aéreo em menos de 24 horas, após bombardeios semelhantes nas cidades de Yater e Burj al-Muluk, que resultaram em três mortes e múltiplos feridos.
A investida ocorre em um contexto de ocupação crescente no sul do Líbano, onde as tropas sionistas ignoraram o prazo de retirada estipulado para fevereiro. Pelo contrário, consolidaram posições em cinco locais estratégicos e iniciaram a construção de novas barreiras em território libanês. Segundo o jornalista Ali Shoeib, do canal Al Manar, as forças sionistas escavaram trincheiras e instalaram cercas metálicas dentro da cidade de Houla, expandindo ainda mais a ocupação.
O primeiro-ministro Benjamin Netaniahu reafirmou a manutenção das posições ocupadas e justificou os ataques recentes alegando supostas violações do Hesbolá ao cessar-fogo. O grupo de resistência libanês, por sua vez, continua a responder às incursões, mantendo sua presença na região.
Bombardeios da Síria matam criança no Líbano
Enquanto “Israel” prosseguia com sua ofensiva no sul, o norte do Líbano foi alvo de bombardeios vindos da Síria. No dia 17 de março, a cidade fronteiriça de al-Qasr, no distrito de Hermel, foi atingida por dezenas de projéteis disparados por mercenários da HTS, organização financiada e armada por potências imperialistas. Um dos disparos atingiu uma residência em Hawdh al-Assi, matando uma criança e ferindo outros quatro civis.
A ofensiva da HTS na fronteira ocorre em meio a crescentes tensões entre facções mercenárias na Síria e comunidades libanesas. Relatos indicam que os ataques foram motivados por confrontos anteriores na região, nos quais membros da resistência libanesa teriam repelido incursões de grupos armados vindos da Síria. Apesar das alegações da HTS contra o Hesbolá, a organização libanesa negou qualquer envolvimento em operações dentro do território sírio.
As autoridades sírias e libanesas iniciaram negociações para coordenar uma resposta aos ataques. O presidente libanês Joseph Aoun conversou por telefone com o líder mercenário sírio Ahmad al-Sharaa para discutir medidas de segurança na fronteira.