Oriente Médio

‘Israel’ lança ataques na Síria, no Líbano e na Cisjordânia

Na Palestina ocupada, ataque sionista resultou no assassinato de um jovem em Nablus

As forças de ocupação israelenses intensificaram sua agressão contra países vizinhos, realizando ataques aéreos e incursões terrestres na Síria, no Líbano e na Cisjordânia ocupada. As ofensivas representam mais uma escalada militar e evidenciam a continuidade da política expansionista de “Israel” na região.

Ataques e incursão terrestre na Síria

A aviação israelense realizou bombardeios de grande intensidade contra diversas áreas da Síria, incluindo Daraa, Al-Suweida, Quneitra e os arredores de Damasco. De acordo com informações da imprensa local, os ataques aéreos foram acompanhados por uma incursão terrestre das forças de ocupação em cidades no campo de Quneitra e na província de Daraa.

Fontes reportaram que caças israelenses atacaram a área de Al-Kiswah e sobrevoaram Damasco logo após a ofensiva. Pelo menos seis grandes explosões foram ouvidas nos arredores de Suweida. Além disso, drones de reconhecimento israelenses foram vistos sobrevoando a província de Quneitra, demonstrando a continuidade das operações militares na região.

O ministro da Segurança israelense Israel Katz, declarou que os ataques na Síria procuram impedir que o sul do país se torne “um novo sul do Líbano”. Os bombardeios atingiram infraestruturas militares e depósitos de armas do Exército Árabe Sírio, além de um campo militar na zona leste de Daraa.

A agressão coincide com a ofensiva terrestre em partes remanescentes do Golã sírio ocupado, no estratégico Monte Hermon e em outras províncias do sul do país. De acordo com relatos, a incursão em Daraa representa a maior penetração territorial das forças israelenses desde a ascensão do novo governo sírio.

Bombardeio e violações no Líbano

A agressão de “Israel” também atingiu o Líbano. Dois civis foram mortos e três ficaram feridos após um ataque aéreo israelense na região montanhosa oriental do país, na cidade de Janta. Segundo o Ministério da Saúde libanês, a ofensiva foi conduzida por drones e ocorreu nesta terça-feira (20).

Além dos bombardeios, as forças de ocupação violaram o cessar-fogo ao lançar bombas de iluminação sobre a cidade de Alma al-Shaab, no sul do Líbano. Os projéteis incendiaram áreas residenciais, segundo correspondentes locais.

Em resposta às incursões, o presidente libanês Joseph Aoun solicitou que uma delegação do Congresso dos Estados Unidos pressione “Israel” a retirar completamente suas tropas do sul do país. Desde a retirada parcial, em 18 de fevereiro, os israelenses mantêm ocupação em cinco posições estratégicas na fronteira libanesa. A decisão foi criticada até mesmo por setores da própria imprensa sionista, que alertaram para os riscos de novas emboscadas contra os soldados israelenses.

O jornalista militar Avi Ashkenazi comparou a situação às ocupações fracassadas do passado e declarou que a manutenção dessas posições poderá resultar em novas baixas para as forças de ocupação.

Execução de jovem palestino na Cisjordânia ocupada

Na Cisjordânia ocupada, as forças de ‘Israel’ mataram um jovem palestino durante um ataque à cidade de Nablus, no norte do território. A vítima foi atingida por disparos no peito durante uma incursão militar na noite de terça-feira (20).

O ataque deixou outros sete palestinos feridos por tiros de munição real, enquanto três foram atingidos por estilhaços e um quarto sofreu lesões devido a uma queda. Além disso, dezenas de civis, incluindo um bebê de sete meses, sofreram asfixia por inalação de gás lacrimogêneo lançado pelos soldados israelenses.

Durante a incursão, militares israelenses violaram a área do cemitério ocidental da cidade e destruíram várias sepulturas. As forças de ocupação também invadiram a região leste de Nablus e o campo de refugiados de Askar, onde dispararam munição real e gás tóxico contra a população.

Equipes da Defesa Civil e do Crescente Vermelho Palestino tiveram que evacuar creches infantis próximas à área do ataque israelense. Após horas de incursão, os soldados israelenses recuaram da cidade, mas a ofensiva deixou um saldo de mortos e feridos.

Os recentes ataques de “Israel” em diferentes frentes demonstram a intensificação da agressão militar contra os povos da região. O cerco à Palestina, a ofensiva no Líbano e a escalada na Síria fazem parte da estratégia sionista de expansão e de consolidação da ocupação na região, que segue resistindo apesar da brutalidade dos ataques.

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