Apesar de enorme crise nacional na qual o governo Lula está envolvido, enfim, há motivos para se comemorar. A notícia de que o governo brasileiro retirou o embaixador brasileiro de “Israel” é, ainda que tardia, uma excelente notícia, que repercutiu em todo o mundo. A decisão foi saudada por figuras de destaque da luta internacional contra o sionismo, como é o caso do líder do Ansar Alá, partido revolucionário que dirige as forças iemenitas contra o imperialismo no Oriente Médio.
A decisão, por outro lado, despertou a choradeira dos sionistas. Entidades como a Confederação Israelita do Brasil (Conib), emitiram notas contra a decisão, mostrando, uma vez mais, que tais organizações são, acima de tudo, instituições que defendem interesses estrangeiros dentro do Brasil. A própria iniciativa da Conib deveria servir para alertar ao governo brasileiro de que o sionismo está completamente infiltrado na sociedade brasileira, de modo que a sua influência deve ser varrida de todas as instituições públicas. Caso contrário, servirá como uma força decisiva para conspirar contra o próprio governo e contra os interesses nacionais.
Também foi interessante ver a polêmica que se instaurou em torno da figura do dito filósofo Luiz Felipe Pondé, um dos ideólogos da extrema direita. Pondé criticou os “judeus” que apoiariam o governo Lula, responsabilizando-os pela sustentação de um governo que teria dado uma demonstração de “antissemitismo”.
Pondé, então, foi bastante criticado pela própria extrema direita, que lembrou que ele havia indicado voto em Lula nas eleições de 2022. O acontecimento, portanto, ajudou a esclarecer o problema da “frente ampla”. Os abutres da direita nacional que declararam apoio a Lula não evoluíram à esquerda, mas, pelo contrário, hoje formam um bloco que visa pressiona o governo contra os seus próprios interesses.
A decisão do governo brasileiro, pressionado pelo próprio aprofundamento da crise, com os massacres em Rafá, deve ser aplaudida. No entanto, é preciso muito mais. É preciso romper completamente as relações com “Israel, parar de comprar equipamento militar da entidade genocida e travar uma luta contra o sionismo no Brasil. A derrota do sionismo representará não apenas um alívio ao sofrimento palestino, mas uma libertação de todos os povos, inclusive o brasileiro, de um dos braços do imperialismo.





