Na última quinta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que transforma o que é oficialmente conhecido como “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra” feriado em todo o País. A data marca a morte de Zumbi dos Palmares, no século XVII, data celebrada em 20 de novembro.
Anteriormente, Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo já reconheciam a data como feriado. Mais de 1.000 cidades faziam o mesmo, como é o caso de Boa Vista, capital de Roraima.
A sanção de Lula foi feita a partir de lei aprovada pela Câmara e pelo Senado em novembro deste ano. A data, por sua vez, foi definida em 2011 por uma lei aprovada pelo Congresso, mas os parlamentares decidiram não torná-la um feriado nacional.
Há alguns anos, o Dia de Luta do Povo Negro – seu nome verdadeiro – foi sequestrado pelo identitarismo. Uma data que deveria ser de luta, como o nome indica, tornou-se sinônimo de demagogia: primeiramente, as manifestações que ocorrem em 20 de novembro são extremamente mal convocadas, são atos pequenos restritos a burocratas dessas organizações. Em segundo lugar, reivindicações efetivas para a luta dos negros, como o fim das polícias e o armamento da população, foram completamente abandonadas.
Nesse sentido, a instituição do dia 20 de novembro como feriado nacional deve ser uma oportunidade para aumentar o movimento em defesa dos interesses dos negros. Algo que só pode ser atingido, em primeiro lugar, por meio da convocação de grandes atos nacionais no Dia de Luta do Povo Negro.





