Em meados de 2022, quando os conflitos entre Rússia e Ucrânia já estavam instaurados, os principais países do imperialismo se encontravam na reunião do G7 na Alemanha. No encontro, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido assinaram um documento sobre a fome mundial que começa com a seguinte frase: “Nós, líderes do G7, não pouparemos esforços para aumentar a segurança alimentar e nutricional global e para proteger os mais vulneráveis, a quem a crise alimentar ameaça atingir com mais força.”
Nessa iniciativa acordaram que doariam juntos, em “seu grande esforço contra a fome” US$ 4,5 bilhões de dólares, sendo 2 bilhões provenientes dos EUA. Esforço esse que não chegou nem perto dos esforços que os países imperialistas, sobretudo EUA e Reino Unido, empenharam na compra de armas e munições para a Ucrânia também em 2022. Foram quase US$ 120 bilhões de dólares.
Segundo o Instituto Kiel para a Economia Mundial, só os Estados Unidos passaram US$ 78 bilhões de dólares para a Ucrânia em apenas um ano, dos quais US$ 74,3 bilhões foram para uso direto na guerra (munição, armas etc). Já os europeus, dentre eles Alemanha, França e Reino Unido, deram para Ucrânia utilizar com a guerra US$ 35 bilhões de euros. Emmanuel Macron, por sua vez, destinou um valor equivalente a cerca de 0,07% do PIB de seu país para os ucranianos.
A ONU faz uma estimativa de que com US$ 40 bilhões de dólares por ano até 2030 a fome possa ser erradicada. Ou seja, o que o imperialismo investiu em um ano com a guerra é três vezes mais do que o que seria necessário para acabar com a fome no mundo por um ano.
O dinheiro que os países capitalistas, tão preocupados com a fome, e que, segundo eles, assunto no qual não poupariam esforços, foi de 4,5 bilhões de dólares, que não se compara aos 120 bilhões que foram utilizados para a guerra, uma quantia 26,6 vezes maior.
Fica evidente que a preocupação dos imperialistas com a fome mundial não passa de demagogia e o dinheiro usado para isso não é nada, perto do que esses capitalistas possuem. E ainda, quando as potências, de fato, querem usar seus esforços em alguma coisa eles o fazem.
Gastam 120 bilhões em armas e munições para a Ucrânia enquanto dizem que querem paz e gastam apenas 4,5 bilhões no combate à fome, e cinicamente afirmam que não pouparão esforços para garantir a segurança alimentar e nutricional global e para proteger os mais vulneráveis.
Os países imperialistas, por mais que tentem esconder e mascarar suas intenções ao fazerem demagogia e discursos, sempre deixam transparecer sua real política: a destruição. São as grandes potências que causam a fome, a miséria e também as guerras.




