Na última quarta-feira (15), Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, anunciou sua renúncia. Sturgeon, que atua como primeira-ministra e líder do Partido Nacional Escocês (SNP) desde finais de 2014, afirmou que permanecerá no cargo até que o partido eleja o sucessor. Defensora da independência da Escócia do Reino Unido – ficção política imposta à força e mantida ainda hoje pelo imperialismo inglês contra Irlanda, Escócia e Pais de Gales, oprimidos pela Inglaterra – sua renúncia acontece em meio a disputas com o parlamento britânico.
Nicola Sturgeon, em entrevista coletiva em Edimburgo, afirmou que:
Dar tudo de si é o único jeito de fazer esse trabalho. Mas isso só pode ser feito por um tempo determinado. Na minha cabeça e no meu coração, eu sabia que a hora (de renunciar) era agora
A primeira-ministra já havia classificado o Reino Unido como uma ilusão. Em novembro passado, pretendia convocar um novo plebiscito sobre a separação para 5,5 milhões de escoceses, com a seguinte questão: a Escócia deveria ser um país independente? A justiça britânica barrou de maneira arbitraria a realização do referendo, afirmando que também o parlamento britânico deveria permitir. O fato criou uma crise entre o governos da Escócia e da Inglaterra imperialista.
Pouco antes de subir ao poder em 2014, a Escócia passou por um referendo, onde 55% dos cidadãos teriam votado para permanecer no Reino Unido, no entanto, o governo escocês era apoiado diretamente pelo premiê britânico David Cameron. A subida de Sturgeon, defensora da independência, ao poder no mesmo ano mostra o caráter farsesco do primeiro plebiscito.
Outro caso de atrito, foi uma lei aprovada pelo parlamento da Escócia que permitia a mudança de gênero em documento oficial sem necessidade de um diagnóstico psiquiátrico, a lei, no entanto, foi vetada pelo governo britânico, o que foi classificado pela premiê como um ataque frontal à autonomia do parlamento escocês.
O Partido Nacional Escocês (SNP) tem o direito de escolher o sucessor sem necessidade de novas eleições. Fica em aberto se o novo premê levará a luta pela independência ou se atenuará a crise com o imperialismo, a nova escolha responderá essa questão.



