O Departamento de Estado norte-americano considera a possibilidade de enviar até 100 mísseis de defesa aérea PATRIOT para Taiwan, como parte da tentativa de acirrar as relações da ilha com o governo central chinês.
Assim como fizeram na Rússia, ao acirrar os ânimos na Ucrânia para tentar provocar o governo russo a tomar a iniciativa e a se defender, o imperialismo busca travar uma nova guerra por procuração, desta vez contra a China. Os Estados Unidos não estão dispostos a enfrentar militarmente nem a Rússia, nem a China, mas estão dispostos a armar até os dentes os países que servem como bucha de canhão para seus interesses para que eles levem a frente um confronto militar contra essas potências regionais.
As potências regionais são os países que ameaçam o domínio do imperialismo em suas regiões, em razão da forte influência que exercem – como é o caso do Brasil na América Latina. Tratam-se de uma pedra no sapato da força social mais reacionária da humanidade, que, por isso mesmo, tenta levar a frente todo tipo de ataque a esses países.
O imperialismo, em particular o Estado norte-americano, que é o Estado imperialista mais importante, busca explorar artificialmente o conflito entre Taiwan e a China – assim como buscou explorar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. No caso russo, a OTAN despejou bilhões de dólares em armamentos para prolongar a guerra e tentar causar um desgaste para a Rússia – tanto do ponto de vista militar, quanto do ponto de vista dos recursos e até mesmo moral. No entanto, os EUA estão sofrendo uma grande derrota em sua guerra por procuração.
O fato de o governo Biden estar enviando mísseis de última geração para a ilha chinesa indica de maneira contundente que o senhor da guerra democrata, que setores da esquerda apresentaram como “mal menor” durante as eleições de 2020, tenta desestabilizar o governo Xi-Jinping. A China está passando pela mesma provocação pela qual passou a Rússia no início do ano; e, se a China decidir invadir Taiwan, deve-se entender que tal posição tem o caráter de autodefesa, isto é, de defesa da própria soberania nacional e do próprio território contra o pesado armamento que o imperialismo está destinando para atacar o país.
Toda guerra que um país atrasado trava contra os países imperialistas é uma guerra de libertação nacional. Ou seja, a violência é posta no sentido da autodefesa, e, portanto, os países atrasados devem ser apoiados nos seus movimentos de enfrentar a ditadura mundial dos Estados Unidos e da União Europeia.





