O imperialismo norte-americano vinha discutindo a ideia de impor um teto de preço para o petróleo russo há vários meses. A ideia dos autores da iniciativa espalhada por toda a imprensa pró-imperialista seria forçar a venda de matérias-primas baratas, o que enfraqueceria o comércio russo de petróleo e ao mesmo tempo fortaleceria o imperialismo, pois reduziria a crise global de energia, caso a Rússia cedesse à pressão. Mais uma investida covarde do governo americano contra a economia russa, que já tinha jogado o país em uma guerra contra a OTAN em território ucraniano, onde a Ucrânia está sendo usada como um fantoche, por meio do governo golpista instalado pela própria OTAN.
O que aconteceu?
O imperialismo europeu vem se enfraquecendo com a guerra de sanções contra a Rússia, ao contrário do previsto. O efeito dos embargos favoreceu a Rússia, pois é uma das maiores vendedoras de commodities, mercadorias primárias, como gás e petróleo, materiais essenciais para a geração de energia. No entanto, a guerra de sanções continua: a medida foi aprovada agora em dezembro, e a União Européia proibiu os países membros de comprar petróleo russo de embarcações caso a venda não siga o teto, de 60 dólares por barril, enquanto a Polônia e a Alemanha se preparam para dispensar as compras de oleodutos. No total, 90% das entregas da Federação Russa estão sob ameaça.
Até agora, Moscou não definiu as táticas que utilizará com a materialização do cenário do teto do petróleo.
O imperialismo empurrou a Rússia para uma guerra, através de sucessivas provocações, de maneira covarde, pois envolveu a morte de milhares de civis de nacionalidade russa que vivem há anos na região do Donbass. Os moradores eram frequentemente atacados pelo exército nazista ucraniano, que recebia já em 2014 armas pesadas para serem usadas contra os civis russos. O governo de Zelensky, até então, tem sido usado como marionete. Nessa época a Rússia já sofria embargos do imperialismo, que aumentou sua pressão até escalar a situação para uma guerra, que utilizou como justificativa para aumentar os embargos. O objetivo era dividir o território russo em vários pedaços com Estados fracos.
Como resultado, apesar da queda nas compras do imperialismo americano, as receitas de petróleo e gás do orçamento para os primeiros seis meses totalizaram 6,4 trilhões de rublos, contra os 9,5 trilhões planejados no orçamento para o ano. Todos os dias, a Rússia ganha aproximadamente US$ 600 milhões com o fornecimento de petróleo. Até o final do ano, as matérias-primas podem trazer ao país outros 8,5 trilhões de rublos de receita – e até o final de 2022, a Rússia receberá um terço a mais das exportações do que no ano anterior, preveem os analistas da TS Lombard.
Retorno
Em julho, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi a possibilidade de construir laços econômicos entre os países. No Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu não impor sanções contra a Rússia. Na África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa criticou as sanções dos EUA. A Turquia estimou que as sanções estão prejudicando sua economia (US$ 35 bilhões em preços mais altos de energia e restrições ao turismo). Grandes compradores de petróleo, China e Índia, no contexto da necessidade da Rússia de encontrar novos mercados frente às sanções, aumentaram a oferta de petróleo russo. Os gastos da China com matérias-primas aumentaram acentuadamente desde o início da guerra: em junho, ela gastou 72% a mais em compras de energia da Rússia do que no ano anterior e o dobro nos primeiros três meses da guerra. Em maio e junho, a Rússia ficou em primeiro lugar entre todos os exportadores de petróleo bruto para a China, desbancando a Arábia Saudita. Nos três meses de guerra, a Índia comprou US$ 5 bilhões em energia, quatro vezes mais do que no ano anterior.




