A cobertura da operação militar russa em solo ucraniano realizada pela imprensa imperialista é um verdadeiro embuste. Algumas das manobras mais farsescas empreendidas nessa repulsiva operação de manipulação da opinião pública já foram desmascaradas.
Na última quarta-feira (16/3), por exemplo, um jornal italiano publicou em seu portal de notícias, com o romanesco título La carneficina, a comovente imagem de pessoas mortas e feridas pela explosão de um míssil que haveria sido disparado pela Rússia contra civis em Kiev; o ataque, no entanto, conforme se revelou em seguida, havia sido na verdade empreendido pelas forças ucranianas contra o centro da cidade de Donetsk.

Outro notável exemplar da pantomima imperialista se deu em relação ao caso ocorrido em Mariupol, no sul da Ucrânia, do hospital pediátrico bombardeado pelos russos em 9 de março. De imediato, as manchetes imperialistas passaram a propagandear a bestialidade da ação militar russa, que não poupava sequer crianças e mulheres em trabalho de parto, que se encontravam ali sob cuidados médicos. O que se omitiu, entretanto, insignificante detalhe, correspondia a que o hospital havia sido já há dias evacuado e tomado pelas milícias nazistas ucranianas para servir de base de operações.

Talvez a principal dessas manobras, contudo, se refira à extensão da presença da ideologia nazista na atual conjuntura política ucraniana. Numa rápida busca sobre o tema no Google, verificam-se inúmeras publicações imperialistas zombando da ideia de que o governo ucraniano, liderado por Volodymyr Zelensky, seria nazista. A prova cabal do engano dessa ideia, defendem elas, consistiria no fato de que Zelensky é judeu, como se na própria Alemanha nazista não houvessem ocorrido casos de judeus que se alinharam à ideologia hitlerista.
As milícias nazistas, no entanto, a despeito do engodo imperialista, desempenharam papel fundamental como braço armado do golpe empreendido em 2014 e seguem ainda hoje desempenhando papel fundamental na condução do governo golpista de Zelensky. Por isso, armar a Ucrânia é armar o nazismo, e é isso o que a mídia imperialista tenta a todo custo manter ignorado.

O imperialismo, ciente de que uma derrota no enfrentamento direto com os russos poderia resultar no agravamento do processo de derrocada de sua hegemonia política, tem deixado de lado a ideia de enviar tropas para o combate na Ucrânia. Armas, entretanto, têm sido abundantemente enviadas em volumosas remessas para solo ucraniano.
Na frágil narrativa imperialista difundida pela sua imprensa venal, o arsenal se destina a fortalecer os “injustiçados” ucranianos na sua luta de resistência contra os “ímpios” russos. A verdade, contudo, é que tamanho poderio bélico está sendo entregue à mercê dos nazistas.
É bem verdade que os laboratórios biológicos descobertos em solo ucraniano pelos militares russos já vinham funcionando mesmo antes do início da operação militar corrente. Ainda assim, no entanto, podem ser destacados como exemplo crasso de que, quando sua dominação é posta sob ameaça, o imperialismo não tem o menor acanhamento em estabelecer as mais abjetas alianças.
Documentos divulgados pelo Ministério da Defesa da Rússia revelaram que, ao longo das pesquisas desenvolvidas junto a esses laboratórios, foram extraídas pelos EUA seis famílias de vírus, dentre eles o coronavírus. Os norte-americanos haveriam também extraído três espécies de bactérias patogênicas, assim como coletado variantes do vírus da gripe aviária, de alto potencial epidêmico. Armamento dessa natureza nas mãos dos nazistas ucranianos faria as câmaras de gás hitleristas parecerem uma inofensiva brincadeira de criança.
Abaixo, seguem mais alguns regalos concedidos pelo imperialismo em benefício do poderio militar dos nazistas ucranianos.
Munições vagantes Switchblade
Trata-se de drones que carregam ogivas acionadas por impacto. São produzidos em dois tipos: (i) destinados à eliminação de tropas ou (ii) de blindados. Podem atingir com altíssima precisão alvos situados a distâncias de 9 a 32 quilômetros.

Míssil antitanque Javelin
Disparado do ombro do combatente, alcança alvos distantes em mais de 2 quilômetros. É considerado a arma mais avançada do mundo na categoria. Diz-se que sua eficiência alcança impressionantes 92%.

Míssil Stinger
Também disparado do ombro do combatente, o Stinger é um míssil terra-ar, podendo atingir aeronaves em voo baixo. Contam com a funcionalidade de localizar de forma autônoma o seu alvo, o que ele faz por meio de sensores infravermelhos que identificam o calor do alvo num raio de até 8 quilômetros.

A falsa dinâmica bem versus mal difundida pela imprensa imperialista não remanesceria defensável caso fosse propalado o fato de que defender o atual governo ucraniano corresponde a defender o que de mais nazista se tem operando no mundo de hoje. Uma imprensa que proporcionou tamanho espalhafato em relação às ingênuas declarações de Monark haveria necessariamente de se colocar em defesa dos russos no atual conflito. Daí a necessidade de que o caráter nazista do governo ucraniano permaneça desconhecido.
O que pensariam do imperialismo as legiões desinformadas por essa mesma imprensa na hipótese de se dar a conhecer que todo o arsenal “judiciosamente” direcionado à Ucrânia será ao fim e ao cabo dado à utilização por nazistas? O imperialismo, enfraquecido como tem se apresentado, não poderia permitir a emergência de tamanha contradição ao discurso moralista de que se utiliza para manter as massas ignorantes do verdadeiro móvel das suas ações, mesmo que para tanto estejam sendo armados até os dentes os nazistas ucranianos.





