Em um ato de selvageria fascista, na noite último dia 10, o pequeno Jonatas, de apenas 9 anos, foi brutalmente executado a tiros, na frente dos pais, no município de Barreiros, Zona da Mata Sul de Pernambuco.
O ato bárbaro ocorreu no engenho Roncadorzinho, onde moram mais de 60 famílias, há mais de 40 anos, após a falência das usinas onde moradores trabalhavam. O Engenho foi propriedade da Usina Central Barreiros, atualmente uma Massa Falida sob administração do Poder Judiciário. Hoje abriga mais de 400 pessoas, 150 delas são crianças.
O pai da criança (fotos) é o presidente da associação dos agricultores familiares do local, companheiro Geovane da Silva Santos, que também foi atingido no ombro pelos disparos, mas sobreviveu.
O assassinato ocorreu por volta das 21h, quando sete homens encapuzados e armados invadiram a casa de Geovane. Segundo relatos da mãe do menino à CPT (Comissão Pastoral da Terra), os facínoras atiraram primeiro no homem. A mãe e o filho se esconderam embaixo da cama, mas os criminosos arrastaram o menino e atiraram na cabeça dele.
A Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares de Pernambuco (Fetape) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgaram nota em que exigem “que investigações sejam imediatamente realizadas“, pedindo – de forma um tanto quanto ingenua – que se apure se o crime tem relação com conflitos agrários na região, e afirmam que “é inadmissível e repugnante a invasão da casa de uma família e o execução cruel de uma criança“.
A Fetape e a CPT também denunciaram que há relatos sobre ataques anteriores, e apontam que “a família e a comunidade estão aterrorizadas e em estado de choque“, como não poderia ser diferente, ante a crueldade do ocorrido, que – infelizmente – não constitui uma novidade, mas o modus operandi, das tropas de jagunços e policiais que atuam no campo na defesa criminosa dos latifundiários, grileiros etc.
No caso de Barreiros, segundo as denúncias das entidades dos trabalhadores do campo “a violência e as ameaças são promovidas por empresas que exploram economicamente a área, com intimidações, destruição de lavouras e com contaminação das fontes de água e cacimbas do imóvel por meio da aplicação direcionada e criminosa de agrotóxico de alta toxidade“.
Enquanto setores da esquerda, mergulham na campanha reacionária e distracionista comandada pela direita de perseguir elementos reacionários secundários por supostas posições nazistas, a direita fascista, assassina pessoas de carne e osso, continua a massacrar, sem qualquer reação, sem qualquer campanha real da parte das principais organizações da esquerda em defesa dos sem terra, a população pobre e negras das comunidades operárias, os indígenas, ou seja, os explorados, de verdade, que não são atingidos por “idéias” ou palavras, mas por balas de verdade.
Contra essa face real, criminosa, do nazismo não se vê nenhum disposição de luta. Pelo contrário, até mesmo os atos pelo fim do governo fascista, pelo Fora Bolsonaro foram cancelados como resultado da pressão dos setores da esquerda que defendem a frente ampla com a direita golpista, incluindo com representantes das organizações que organizam ou apoiam o massacre não campo e na cidade.
Os que não defendem a liberdade de expressão e não se opõem à censura, também não se colocar na defesa do direito democrático ao armamento de todo o povo, para que os trabalhadores do campo e da cidade possa exercer o direito de se defenderem de ações criminosas com as de Barretos.
Contra essa politica reacionária, é preciso defender o direito à auto defesa armada de todos os trabalhadores e a criação de comitês de auto-defesa dos trabalhadores do campo e da cidade, bem como mobilizar nas cidades com atos e outras iniciativas pela punição dos assassinos e seus mandantes.




