O estardalhaço na imprensa em torno do caso do apresentador do Flow, Bruno Aiud, vulgo Monark, gerou uma série de discussões e debates em relação à liberdade de expressão e a censura. O cidadão defendeu em seu programa o direito da criação de um partido nazista no Brasil, afirmando que isso deveria estar dentro da legalidade. Por fim, foi afastado do canal e não participará mais do programa ao qual ele mesmo criou.
Fascistas como Eduardo Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Sergio Moro, a imprensa golpista, imperialista, principalmente a Rede Globo, saíram a campo com toda desfaçatez e cinismo para colocar Monark na fogueira. Segundo estes, ele estaria fazendo apologia ao nazismo e isso seria proibido por lei. Para esses direitistas, a demagogia em torno do tema tem um objetivo concreto, ter um controle sobre a população principalmente nas redes sociais, pois isso facilita o trabalho da burguesia em prol de seus interesses.
A esquerda pequeno burguesa, que vive a reboque da direita entrou de cabeça no linchamento do youtuber. Como a defesa da censura nunca foi e nunca deveria ser pauta de setores ditos de esquerda, inventaram uma nova forma de calar pessoas: a “censura do bem”. O que é “censura do bem” não dá pra saber. A princípio, toda censura é um atentado ao direito democrático à livre expressão. O que simplesmente torna a invenção da esquerda um absurdo.
Este tipo de loucura nos leva a um questionamento. Quem seriam os “anjos ou santos” censores, quem teria o poder de julgar o que é bom ou ruim, certo ou errado? Onde estaria o “deus” que escolhe esse grupo de seres supremos? É melhor ser prático e realista para não adentrarmos em uma crise existencial. O nazismo na Alemanha, por exemplo, não caiu do céu, foi financiado pelos capitalistas, inclusive norte-americanos como Henry Ford ─ cuja fundação, uma fachada da CIA, hoje financia os grupos identitários canceladores das opiniões alheias!
A censura, a privação da liberdade de expressão, apoiada e aplaudida pela esquerda, não vai acabar com nenhum fascismo. Muito pelo contrário, brincar de ditadura atiça e faz crescer a extrema-direita. Qualquer tipo de restrição contra quem quer seja abre brecha para um caminho sem volta, obscuro e perigoso. E pior, coloca a liberdade da população nas mãos de instituições burguesas, controladas por burocratas que respondem a governos criminosos, tipo esse golpista e fraudulento, que tomou de assalto o poder no Brasil.
Veja-se bem, o pedido de cancelamento do youtuber partiu, primeiro, de seus financiadores. Grandes capitalistas ligados intrinsecamente ao imperialismo, que enquanto faz demagogia barata com as ditas minorias, os imperialistas jogam bombas, mísseis e matam pessoas, crianças de variadas formas, cores e etnias, em dezenas de países atrasados pelo mundo. Atualmente, não é segredo para ninguém que os Estados Unidos financiam grupos nazistas na Ucrânia. Mas isso não interessa para os identitários.
A censura, o ataque à liberdade de expressão, é uma ação falsa, direitista, não modifica situação nenhuma do povo oprimido e se volta sempre contra esquerda, com muita rapidez, facilidade e maior violência. O fato de a esquerda defender a censura em nome do “bem” mostra sua desvirtuação total, e que a política do imperialismo opressor é a mesma de setores da esquerda no Brasil. Defender que o Estado Burguês atue como regulador da opinião pública é estar fora de si.




