As discussões entre o Partido Socialismo e Liberdade e a Rede de Sustentabilidade para a formação de uma federação partidária antes das eleições de 2022 avançam. O PSOL que se iniciou como uma racha do PT que se autoproclamava como mais esquerdista agora está disposto a se fundir com um partido abertamente de direita. A REDE não só é um partido da direita golpista como é um dos principais representantes do setor pseudo esquerdista do imperialismo, a máscara do PSOL está quase caindo por completo.
Aqui vale destacar alguns aspectos cruciais da REDE; é um típico partido ambientalista que é utilizado pelo imperialismo, principalmente na Europa com os partidos verdes para se vender como algo de esquerda. Semelhante aos identitários eles tomam a questão ambiental como uma forma de infiltrar a política da direita, que no fim destrói ainda mais o meio ambiente. No Brasil isso não é tão fácil de emplacar pois a calamidade é grande para se pensar nas florestas, mas tivemos campanhas ambientalistas direitistas históricas, como por exemplo a de Belo Monte.
O outro fator que deixa muito claro a ligação da REDE com o imperialismo é o seu maior expoente, a ex-senadora Marina Silva. Desde 2014 ela vem sendo usada como uma alternativa pseudo esquerdista ao PT, apesar de ter apoiado Aécio Neves e outros direitistas. Além disso, ela se enquadra na cartilha identitária como mulher da região norte do país. Mas o pior de tudo são os seus financiadores, dentre eles se encontra o próprio George Soros e a herdeira do banco Itaú, Neca Setúbal. Ao contrário do que diz Jones Manoel, quem paga a banda escolhe a música, e o repertório político de Marina Silva vem de fora do Brasil.
O PSOL por sua vez também não está nem um pouco isento de relações com o imperialismo, o partido entrou de cabeça na política identitária sendo o seu principal expoente na esquerda. Constantemente ataque os governos nacionalistas, grandes entraves ao imperialismo, apoia as chamadas revoluções coloridas, apoiou até mesmo o golpe de Estado no Brasil. O partido não tem ligação com a classe operária e vive de seus parlamentares que foram eleitos inicialmente por meio do PT e não de sua política.
Além disso, o partido recebe financiamento de diversas instituições estrangeiras como a Ford Foundation e o National Endowment for Democracy. Não só isso, como, após a grande debandada de parlamentares, o seu maior expoente que sobrou, Guilherme Boulos, é um funcionário de um instituto financiado pelo NED. Neste instituto trabalham os ministros do governo Temer, responsáveis pela derrubada da presidenta Dilma, assim como o chefe da Polícia Federal durante a lava jato. Não faltam relações com o imperialismo.
Fica claro que o DNA político tanto do PSOL quanto da REDE são muito parecidos, contudo o primeiro até agora sempre jogou no campo da esquerda tentando atuar no movimento dos trabalhadores. Mas ao que tudo indica com a direitização do regime político após o golpe e a polarização o PSOL se fundindo com a direita golpista esta a um passo de se tornar não só um partido pró imperialista como um partido abertamente de direita.




