O imperialismo segue com sua intervenção na Ucrânia para atacar a Rússia. Esta semana um dos principais jornais dos EUA, o Bloomberg, chegou a lançar a notícia falsa de que os russos haviam invadido o país vizinho. Mas um ponto que é preciso deixar claro desde já é que mesmo que com o desenvolvimento do confronto os exércitos russos invadam a Ucrânia eles continuaram sendo as vítimas do conflito. Seriam vítimas do imperialismo que se defendem por meio das armas, mesmo que em um país vizinho.
A imprensa golpista faz a campanha de que a Rússia é um país agressor, que oprime as nações em seu entorno, que Putin é um ditador agressivo de extrema direita etc. Essa campanha por sua vez converge com uma teoria da esquerda de que a Rússia é um país imperialista que oprime outros países e que portanto não pode ser defendido. Ambas as teses estão erradas e ambas convergem para o interesse do imperialismo que é um ataque à Rússia, atualmente um dos principais entraves a sua dominação mundial.
A Rússia é na realidade um país atrasado, até mesmo mais atrasado que o Brasil, como o próprio Putin afirmou. Ela sofreu com um brutal ataque do neoliberalismo que destruiu totalmente sua economia e chegou a diminuir a própria expectativa de vida dos trabalhadores durante a década de 1990. O governo de Putin foi uma resposta do nacionalismo burguês a essa investida neoliberal e com o passar dos anos ele passou a bater cada vez mais de frente com o imperialismo.
Este por sua vez o ataca cada vez mais, desestabilizando países em todo o seu entorno, houve o caso da Geórgia em 2008, o caso da Ucrânia em 2014, o caso da Bielorrússia em 2020 o caso do Cazaquistão em 2022 e agora retorna a crise na Ucrânia. Todas essas investidas imperialistas têm como objetivo atacar o governo russo. Isto significa que o confronto que existe, no caso da Ucrânia por exemplo, não se dá entre a Ucrânia oprimida e a Rússia opressora, mas entre o imperialismo, a maior força de opressão da história da humanidade, e a Rússia, um grande país atrasado que resiste a esses ataques.
Ao analisar a situação desta forma, ou seja, por meio da luta de classes fica muito claro qual é a posição que deve ser adotada pela esquerda. Em meio a uma luta do imperialismo contra qualquer país atrasado é preciso ficar incondicionalmente ao lado do país oprimido. Isso ainda mais claro quando há dois países lutando dentro de um terceiro, um deles é um vizinho pobre que esta sob constante ataque e outro é um dos países mais ricos e poderosos do mundo e fica milhares de quilômetros de distância.
No atual conflito na Ucrânia tudo está muito bem definido. Em 2014 o imperialismo organizou um golpe no país impondo um governo capacho dos EUA baseado até mesmo em milícias neonazistas, como o Batalhão Azov. Na época a Rússia tomou a Crimeia como forma de defesa, uma medida legítima. Agora em 2022 a crise parece se ampliar, se o imperialismo levar o ataque as últimas consequências e o exército russo invadir a Ucrânia o mesmo será valido, será na prática, um ato de legítima defesa.





