Em todo o País, celebra-se neste dia 20, o Dia de Luta do Povo Negro, Dia de Zumbi dos Palmares, em uma situação de brutal retrocesso das condições de vida da imensa maioria da população negra, pobre e trabalhadora, bem domo de todos os explorados do País.
A situação do negro acompanha o martírio ao qual todo o povo brasileiro está submetido. A fome, a miséria, o desemprego e a pandemia caíram como chumbo sobre as nossas costas, e com peso dobrado.
Um retrocesso sem igual
Dados oficiais – sempre duvidosos – apontam recordes de desemprego, fome e miséria entre a população negra que também foi a maior vítima do genocídio promovido pela burguesia e seus governos durante a pandemia; quando se acentuou o massacre que o povo negro sofre cotidianamente me nosso País, agravado com o regime golpista, imposto a partir de 2016, com a derrubada da presidenta Dilma Rousseff, e com as demais etapas do golpe, como a fraude das eleições de 2018, que colocou Bolsonaro no governo, depois da condenação e prisão ilegais do ex-presidente Lula.
Os negros constituem também a imensa maioria (desproporcional ao seu peso no conjunto da população) dentre os mais de 700 mil presos do País (40% deles, provisórios, sem condenação final e sem a devida assistência jurídica, em sua maioria) e são mais de 78% entre as milhares de vítimas (mais de 50 mil em 10 anos) da Polícia Militar e demais forcas de repressão contra o povo trabalhador brasileiro, no verdadeiro regime ditatorial imposto ao País.
Por detrás dos discursos sobre “democracia” e “justiça racial”, e em meio ao recrudescimento da legislação repressiva, o negro segue cada vez mais caçado como um animal e tratado como lixo num País em que os banqueiros e outros magnatas, brancos e racistas, são quem dão as cartas. Estão no fim da fila dos miseráveis e, portanto, são os primeiros a serem empurrados para o abismo, na medida em que os capitalistas estão jogando o conjunto da população na cova dos leões para salvar seus negócios.
Lutar por um programa em defesa das reivindicações do povo negro
A mobilização em defesa das reivindicações do povo negro são uma questão central para a luta de toda a classe trabalhadora e para a esquerda brasileira. E o momento exige que se adotem bandeiras de luta, como as que foram debatidas e aprovas na Plenária Nacional Fora Bolsonaro – Lula presidente, nos últimos dias 6 e 7:
Plenária Nacional do Bloco Vermelho aprovou como eixos para a luta do negro, a mobilização por:
- Dissolução Polícia Militar e de todo o aparato repressivo;
- Formação de comitês de luta para desenvolver a formação de comitês de auto-defesa.
- Redução da jornada de trabalho para o máximo de 35 horas semanais! Fim dos vestibulares e acesso irrestrito ao 3º grau! Fim do massacre da juventude pobre e negra nas periferias! Libertação dos presos provisórios e da população carcerária em condições desumanas! Auxílio emergencial de, pelo menos, um salário mínimo para todo aquele que necessite; Moradia popular para todos os moradores de rua; fim dos despejos
- Combater o identitarismo, como uma política do imperialismo, para freiar a luta real do negro e das suas organizações. Irrestrita liberdade de expressão!
Essa luta está neste momento, diretamente relacionada ao combate para pôr fim ao regime golpista, pra colocar para Fora Bolsonaro e todos os golpistas, o que é – devidamente – associado pela maioria da população trabalhadora, e negra, à luta por um governo do povo, dos trabalhadores, dos negros, que neste momento, se materializa na luta por um governo de Lula e da esquerda.
Nada mais correto que o 20 de novembro seja, portanto, um dia de luta, por Fora Bolsonaro e Lula presidente.
Abaixo a colaboração com a direita golpista e racista
O que se vê, na organização dos atos, no entanto, é a predominância, por imposição da esquerda frente amplista (principalmente do PSOL, PCdoB e da direita do PT), que busca um entendimento com a direita golpista que massacra o povo negro a tentativa de fazer da data m dia, simplesmente de manifestações culturais, demagogia em torno da questão racial e de campanha eleitoral de supostas lideranças negras e candidaturas de esquerda, muitas delas vinculadas a organizações que recebem patrocínio de órgão do imperialismo, responsável pelo massacre dos negros em nosso País, em todo o continente latino americano (Cuba, Haiti, Venezuela etc.) e em todo mundo.
Por conta dessa política reacionária, esses setores estão agindo claramente para fazer do dia 20, uma espécie de velório do Movimento Fora Bolsonaro, decretando férias da mobilização (quando a maioria da esquerda ficou por mais d num ano na politica do “fique em casa” e “morra sem lutar”adotada pela direita)e propondo que se volte às ruas somente em 2022, quem sabe depois do carnaval, para fazer campanha por seus candidatos conciliadores e opostos ao necessário enfrentamento do povo negro e trabalhador e das suas organizações de luta cm a direita.
Por isso, mesmo esses setores se opõem a que o movimento de luta dos negros levante a defesa da candidatura de Lula (buscam um acordo com a “terceira via”, golpista e racista).
Lula presidente, com um vice negro e de luta!
Contra essa política reacionária, os setores combativos e classistas do movimento negro, da juventude, esquerda em geral, devem sair às ruas, neste dia, se opondo a essa capitulação. Levantando as bandeiras de luta do povo negro e a defesa da continuidade da mobilização, dos atos convocados e organizados pela esquerda, sem golpistas e racistas (como o MBL e o PSDB e outros partidos da direita “limpinha e cheirosa”).
É preciso levantar também um programa politico, a defesa da expropriação da burguesia, contra a expropriação do povo negro e trabalhador, para o que é preciso lutar por um governo de maioria negra, um governos dos trabalhadores da cidade e do campo. O que passa pela defesa incondicional da única candidatura da esquerda, capaz de mobilizar milhões e derrotar Bolsonaro e a “terceira via” , a do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Contra as tentativa da direita de impor um controle sobre a própria candidatura da esquerda, fazendo campanha por um vice golpista, ajudou a organizar o golpe, que não lutou contra a derrubada de Dilma, que defendeu a prisão de Lula por 580 dias, que ajudou a “eleger” Bolsonaro e que apoiou toda a ofensiva do regime golpista contra os trabalhadores, defender um candidato à vice para Lula que seja um companheiro da luta contra o golpe, um negro da luta do povo, como os companheiros João Paulo, do MST, ou da companheira, Carmem Foro, trabalhadora rural, secretária-geral da CUT.
Sobre a base dessa política classista, chamamos a todos os setores combativos a se agruparem também nesse 20/11, junto ao Bloco Vermelho, o setor de luta pelo Fora Bolsonaro e por Lula presidente, por um governo dos trabalhadores.




