Milhares de pessoas saíram às ruas do País nessa quarta-feira (18) contra a reforma administrativa e por Fora Bolsonaro.
Os atos haviam sido convocados pelos servidores públicos contra a medida que afeta diretamente o funcionalismo. A CUT e o PCO, em reunião da Frente Fora Bolsonaro, conseguiram fazer com que a mobilização fosse também um ato pelo Fora Bolsonaro.
Entretanto, houve um pesado boicote dos outros setores da frente, vinculados à direita, à frente ampla e ao PSDB. Esses setores estão principalmente dentro do PCdoB e do PSOL.
Infelizmente, a CUT não conseguiu reagir à altura das pressões sofridas pelas “centrais” sindicais pelegas da burguesia (Força Sindical, UGT, CTB etc) e realizou uma convocação muito aquém do esperado no meio do movimento operário.
Já os partidos da frente ampla esconderam integralmente o ato de sua propaganda. Nas semanas e dias precedentes, os sítios oficiais, os portais jornalísticos ligados a esses partidos, suas páginas nas redes sociais e seus membros ignoraram olimpicamente o dia 18.
O #BlocoVermelho está na rua! #PCO No Rio de Janeiro, os companheiros dos Comitês de Luta entraram no #BlocoVermelho ao som da Bateria Popular Zumbi dos Palmares. Pelo #ForaBolsonaro e #LulaPresidente. Acompanhe a transmissão dos atos em todo o país na @COTV24H #COTV24H pic.twitter.com/8lNxA5G18E
— PCO – Partido da Causa Operária (@PCO29) August 18, 2021
Apenas alguns setores mais combativos da CUT participaram das convocações. O PCO, por sua vez, foi o único partido que convocou realmente o ato, em sua imprensa, colando cartazes nas ruas, distribuindo panfletos, passando com carros de som nos bairros operários e chamando os trabalhadores nas reuniões.
É preciso deixar claro com todas as letras: a ala direita das organizações de esquerda sabotou a mobilização popular. As alas centristas, vacilantes, capitularam diante dessa pressão para que o ato não ocorresse. É nisso que dá a aliança com partidos da pseudoesquerda como PDT e PSB ou mesmo a crença em uma frente com a direita (PSDB, MBL, Joice Hasselmann etc) e também a união com as centrais sindicais pelegas: a desmobilização. Afinal, esses setores golpistas e reacionários não querem o povo na rua, não querem derrubar Bolsonaro. Sabem que o povo na rua não tem apenas condições de derrubar Bolsonaro, mas sim de derrubar todo o regime golpista apodrecido do qual eles são integrantes.
O resultado foram atos muito menores do que poderiam ter sido. Pode-se dizer até mesmo que foram atos da CUT e do PCO, pois eram as organizações majoritárias nos principais locais, como São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais.
Único partido que chamou os atos, o PCO ─ que combate decididamente qualquer aliança com a direita ─ se destacou precisamente pelo acerto de sua política. Com muitas faixas, cartazes, bandeiras, balões, carros de som, jornais, panfletos, adesivos e todo o tipo de material, seus militantes pintaram as ruas de vermelho em conjunto com os trabalhadores dos Correios, professores e demais servidores públicos, assim como representantes de outras categorias.
Apesar de todo o boicote e sabotagem para que os atos não ocorressem ou fossem pequenos, os atos mostraram a disposição dos trabalhadores a sair às ruas, ainda que contra a vontade das direções dos partidos e organizações de esquerda que traíram sua base vergonhosamente, outra vez.
É preciso discutir os rumos do movimento e realizar um grande ato operário, sem a direita, com milhares de pessoas nas ruas no próximo dia 7 de setembro. Contra a sabotagem, construir um grande Bloco Vermelho dos trabalhadores, combativo e revolucionário!





