Em meio a intensa briga acerca da questão da retomada das aulas, o presidente do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Geraldo Francisco Pinheiro Franco, suspendeu recentes liminares que proibiam a convocação de professores da rede estadual, municipal e redes privadas a trabalharem presencialmente nas cidades que se encontrassem nas fases vermelhas e laranjas do plano de contingência à pandemia. A suspensão das aulas havia sido conquistada através de uma importante luta sendo travada por professores da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) no sentido de impedir que se volte às aulas durante a pandemia.
A decisão da burocracia jurídica aponta no sentido do plano da burguesia de retomada das aulas como forma de fomentar a economia e salvar alguns capitalistas que se beneficiam da circulação de pessoas nas escolas e ruas. Empresas fornecedoras de merenda, uniformes, serviços de limpeza, água, luz, comércios de rua, transporte público, além da propaganda consequente que o retorno produz como forma de atestar uma normalidade situação sanitária.
A partir da decisão do desembargador Geraldo Francisco as aulas estarão liberadas para serem retomadas a partir do dia 30 de março em todas as redes.
É absurdo pensar em retomada de aulas no meio da maior crise da pandemia como a vivenciamos principalmente no Brasil, no atual contexto de aprofundamento da crise e aumento do número de mortes fica evidente como a burguesia e seus representantes da burocracia estatal não hesitam e expor ao genocídio milhões de pessoas que serão afetadas com o retorno, desde os próprios alunos e professores a familiares dos mesmos.
O momento requer cada vez mais que a categoria de professores e o movimento estudantil se mobilize para se desvencilhar da imobilidade de suas direções burocráticas e se estabeleçam greves e piquetes contra a volta às aulas e pelo Fora Bolsonaro.


