O massacre de Paraisópolis, realizado por ação da Polícia Militar no primeiro dia de dezembro de 2019, foi arquivado pela Corregedoria da PM paulista, inocentando a ação dos 31 policiais, que como comprovam os relatos e vídeos do local, agiram de forma brutalmente repressiva contra o povo pobre e jovem que se fazia presente no baile da DZ7.
Utilizando-se de bombas, dispersando os presentes com violência física, os polícias foram responsáveis pela morte de nove pessoas, todas jovens, algumas menores de idade, que simplesmente passavam a noite em um dos mais populares eventos da região.
5 mil pessoas se divertiam no local quando foram surpreendidas pela ação criminosa da PM. O órgão de repressão viria mais tarde justificar o fato em nome da típica “perseguição com trocas de tiro” que supostamente teria acontecido, e levado com que a PM, ao perseguir dois jovens matassem outros nove, e dispersasse um baile com cerca de 5 mil pessoas, causando um grande alvoroço.
Claramente, a PM é um aparelho fascista organizado pelo Estado brasileiro. Um órgão de repressão que não se baseia em ações isoladas, ou promovidas por alguns indivíduos, mas sim, de uma organização estruturada de cima a baixo com base em uma dura política de repressão, massacre e esmagamento do povo pobre e trabalhador.
Ao ouvir-se os relatos das famílias que perderam seus filhos nas mãos da PM, vemos um forte repúdio a organização. Não há nas periferias, nos bairros da juventude pobre e trabalhadora, qualquer respeito pelos órgãos de repressão, que diariamente são responsáveis pelo assassinato de mais e mais pobres nas favelas.
A confiança no judiciário, típica de uma classe média que vive na histeria de sua vida, se vê ausente nas camadas mais esmagadas da sociedade. Organizações como a PM correspondem a verdadeira política criminosa da burguesia brasileira, e ao mesmo tempo são uma das principais razões do estado de ebulição que as camadas populares vivem.
Inúmeros são os protestos nos últimos meses contra a repressão e contra o genocídio causado nas periferias. Em números de mortos, a ação policial é de uma verdadeira guerra que por ano mata milhares e mais milhares de pessoas, tendo apenas no Rio de Janeiro, atingindo a marca de quase 2 mil mortos.
Enquanto a esquerda pequeno-burguesa busca tratar a PM como um órgão de “trabalhadores”, os cachorros loucos da burguesia assassinam milhares de operários e aprofundam, sobretudo com o governo do fascista Bolsonaro, sua política de total esmagamento da população.
Devemos atender as revindicações populares, indo assim às ruas lutar pela completa dissolução da PM, este órgão brutal e integralmente fascista que existe sob as asas do Estado brasileiro. Todos os órgãos de repressão, com destaque para a polícia militar, correspondem as vontades da burguesia golpista e fascista que controla o país. Logo, o fim da PM junto aos demais, são uma necessidade urgente para os trabalhadores.
Como forma de defesa, é fundamental que seja desenvolvido em todos os bairros populares comitês de autodefesa, organizado pelos próprios moradores, em resposta a repressão sofrida e como maneira de cuidarem de sua própria integridade física. O modelo democrático dos comitês de autodefesa, é vacina contra a prensa fascista da PM, e deve ser colocado em prática imediatamente.