Sob o título “A prisão de Witzel é o único caminho para acabar com o necropopulismo“, o jornalista Luis Nassif publicou no sítio GGN, no último domingo, dia 22, artigo em que se concentra na critica à conduta reacionária do governador do Estado do Rio de Janeiro, diante dos último acontecimentos, principalmente da morte da menina Ágatha, de 8 anos.
Nassif busca – acertadamente – destacar que os assassinatos cometidos não são de responsabilidade individual dos policiais que puxaram o gatilho contra trabalhadores e seus filhos, uma vez que “a Polícia Militar é uma organização militarizada e, portanto, submetida à disciplina e obediência à hierarquia. E o chefe maior, em última instância é o governador do Estado“, destaca ainda que “a PM respeitado é o que matou em serviço. Com estímulo adicional do chefe dos chefes, a situação foge do controle”. Seria mais correto dizer, impõe-se o controle à orientação oficial de massacrar e aterrorizar a população.
O jornalista ensaia generalizar a situação de verdadeira guerra e ditadura contra o povo trabalhador, intensificada com o golpe de Estado e que se aprofundou com as eleições fraudulentas no ano passado quando, conforme ele mesmo afirma, “assumiram o governo, três irresponsáveis – o governador do Rio Wilson Witzel, o de São Paulo, João Dória Jr e o Ministro da Justiça Sérgio Moro”, que ele diz serem defensores do “necropopulismo, o populismo em torno do discurso da morte, defendendo o excludente de ilicitude, eximindo policiais de responsabilidade por mortes no trabalho”.
Infelizmente, não são apenas três “irresponsáveis”, e as matanças no Rio e em todo o País e a violação dos direitos democráticos da imensa maioria do povo brasileiro, não se restringe à irresponsabilidade desses senhores e de outros parceiros de crime seus.
Tentando responsabilizar Witzel, Nassif chega a fazer elogios a governos como o de São Paulo, onde – segundo ele – “pelo menos, a PM tentou controlar a explosão de violência através do trabalho da ouvidoria e da corregedoria”, o que, nem de longe, corresponde à realidade. O que se dá em SP é que a matança, também elevada, e mais disciplinada pela ação do Estado, tem maior nível de ocultamento e sofre maior pressão dos setores organizados da população trabalhadora, o que obriga o governo a uma maior encenação no sentido de que está buscando controlar a situação.
É bom lembrar que nessa guerra, Witzel não é franco atirador, mas integra o grupo de um conjunto de políticos (mais ou menos direitistas, com maior ou menor capacidade de disfarce) que apoiaram o golpe de Estado, a cassação dos direitos democráticos (além de trabalhistas e outros) de todo o povo, a prisão ilegal de Lula, a matança de sem terras, a ocupação do Rio e outros Estados pelas Forças Armadas etc. além da fraude nas eleições (das quais também foram beneficiários) que elegeu o governo do fascista Bolsonaro e de outros golpistas e que vem colocando em ação, juntos, medidas de intensificação da repressão, nas periferias, nos presídios, no campo etc.
Não, Witzel não uma exceção, não é apenas um “governador sociopata que autorizou a guerra interna”, é parte de uma quadrilha de golpistas que servem interesses dos grandes capitalistas internacionais e “nacionais” que estão dispostos a tudo para fazerem valer os interesses dos seus verdadeiros “donos” contra os interesses da iensa maioria da nação.
O jornalista do GGN, defende a tese que se deve “responsabilizar diretamente governantes que incitam à violência, e exigir a punição exemplar dos militares que cometem os crimes, ou os massacres continuarão”. E assim advoga que Witzel, apontado por ele como o “verdadeiro assassino “, “tem que ser responsabilizado criminalmente, como o foram os comandantes de campos de concentração, das tropas nazistas, os generais de Mussolini” etc. , pois para ele tal a punição acabaria “com o necropopulismo de políticos sociopatas como Witzel”.
Como fazem muitos políticos do centrão e da esquerda burguesa e pequeno burguesa que querem tirar proveito eleitoral da situação, Nassif foca em Witzel e “livra a cara” de outros integrantes da quadrilha e do seu principal líder, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, que precisa ser derrubado pela mobilização popular, pelo “fora Bolsonaro” para abrir caminho para uma derrota de conjunto do regime golpista.
Como não se trata apenas de Witzel e seu incentivo à repressão. É preciso derrubar Witzel e todo o regime golpista, incluindo principalmente Bolsonaro.
Fora Witzel! Fora Bolsonaro e todos os golpistas.
Abaixo o regime de destruição, terror e morte contra a população trabalhadora. Dissolução da PM e de todo o aparato de guerra contra o povo trabalhador.



