O ministro Abraham Weintraub está se esforçando muito para dourar a pílula do Future-se, projeto que, na prática, privatiza as universidade públicas do país, indo a público explicar que não se trata de ferir a autonomia das universidades e nem de privatizá-las ou diminuir recursos.
Segundo o ministro, “As universidades e os institutos que quiserem ficar como estão podem ficar. Não haverá nenhum dano ou prejuízo para quem quiser ficar [como está]. Simplesmente, a gente vai permitir às universidades e aos institutos fazerem parcerias, convênios, associações, buscar patrocinadores para que eles possam fazer investimentos e melhorar a situação financeira.”, porém, na prática, o governo está secando os recursos das universidades. A UFRJ ameaçou parar em setembro por inviabilidade financeira, e diversas outras estão na mesma situação.
A federal de Uberlândia anunciou que se as coisas continuarem nesse rumo, a universidade começará o ano que vem com uma dívida de 30 milhões. Enquanto isso, o governo pretende fazer um remanejamento de recursos que tirará R$ 1 bilhão da pasta de educação.
Sobre aderir ou não ao Future-se, fica claro que não restará escolha às universidades. Bolsonaro interveio em diversas reitorias, nomeando pessoas de sua confiança e passando por cima do processo eleitoral (Unirio, UFTM, UFC), e mantém as demais universidades sob vigilância. Enquanto isso, a burguesia vai secando o orçamento e inviabilizando as universidade federais.
A única dúvida que resta para o ministro é sobre transformar o projeto em Medida Provisória e empurrar de vez goela abaixo da população ou transformá-lo em projeto de lei e ter o risco de ser recusado no congresso ou simplesmente ter que esperar alguns meses para se tornar realidade.


