“Daqueles governadores de “paraíba”, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada com esse cara”. (Bolsonaro, durante encontro com a Imprensa Internacional, 19/07)
Não é a primeira declaração demolidora e de ataque generalizado contra o Nordeste e os pobres. “Não vim pra construir nada para o nosso povo. Tenho muito a desconstruir para o nosso povo”, verbalizou Bolsonaro, em uma de suas viagens aos Estados Unidos em março passado.
Poder-se-ia dizer que fora uma declaração despropositada que nem publicitada deveria ser. Não é o caso.
É política deliberada de ataque generalizado contra o povo pobre do Brasil todo, mas de forma mais incisiva contra o povo nordestino. No nordeste estão os mais afetados com os cortes dos programas Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família, corte dos programas sociais, FIES, Pró-Uni, Ciências sem fronteiras e agora a reforma da Previdência.
Embora com “espanto e indignação”, rapidamente Governadores acenam que acordo querem, “sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal”. Passam a tentar “colocar Bolsonaro na linha”, “o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas”, dizem eles.
Conclui-se do episódio que Bolsonaro não veio construir nada para o povo. Não quer, não tem nada que Bolsonaro queira com os Governadores convergir. Governo produto do golpe é taxativo, “Tem que ter nada com esse cara”, leia-se, nada para esse cara, nada para o Nordeste. Nada para o nosso povo.
Urge que Governadores do Nordeste, bem como a esquerda de um modo geral, dar adeus às ilusões de que volte a respeito ter à Constituição e a Democracia que o golpe para se viabilizar destruiu. Que palavra de ordem seja fora Bolsonaro e todos os golpistas.





