Manoel Silva Rodrigues, segundo-sargento da Aeronáutica, escalado como membro da comitiva de apoio da viagem de Jair Bolsonaro para o encontro do G20 no Japão, foi detido com 39 kg de cocaína, distribuídos em 37 pacotes em sua mala, em uma escala em Sevilha, na Espanha. Manoel ficou preso e o avião, um VC-2 Embraer 190, seguiu viagem para o Japão.
Com salário na casa dos R$ 7 mil, o homem de 38 anos trabalha como comissário de bordo nos aviões da FAB que servem o presidente e outras autoridades. Manoel Silva Rodrigues tinha, até o início do mês, uma dívida de R$ 1.381,25, referentes a três parcelas do condomínio do seu apartamento em Taguatinga, cidade nos arredores de Brasília. O militar só quitou a dívida após ter sido processado pelo próprio condomínio.
Tráfico de drogas em aviões da Força Aérea Brasileira não é, digamos, novidade. O jornal Estado do Maranhão mostra que há 20 anos, o crime organizado usou aeronaves da FAB para alimentar tráfico internacional de drogas.
Três oficiais da aeronáutica foram condenados depois da ‘Operação Mar Aberto’, que encontrou 33 quilos de cocaína a bordo de um avião Hércules C-130, que estava na Base Aérea do Recife.
Coincidentemente, assim como na interceptação de terça-feira (25) em Sevilha, o Hércules tinha como destino Palma de Mallorca, também na Espanha.
Três oficiais da Aeronáutica e três civis foram indiciados no Inquérito Policial Militar (IPM). Entre eles, o tenente-coronel da reserva Washington Vieira da Silva e o major-aviador Luiz Antônio da Silva Greff, condenados a 16 e 17 anos, respectivamente. Ambos entraram com recursos e receberam habeas corpus.
Mais recentemente, em 2016, um caminhão do exército foi apanhado transportando três toneladas de maconha e ainda teve troca de tiros. Recordando: três militares do Exército foram presos por homens da Polícia Civil ao serem flagrados transportando a droga em um caminhão das próprias Forças Armadas. O flagrante ocorreu na rodovia SP-101, na região de Campinas.
Segundo policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), houve troca de tiros com três soldados do Exército que estavam no caminhão. Os cabos Higor Abdala Costa Attene e Maykon Coutinho Coelho, lotados no 20º Regimento de Cavalaria Blindado, sediado em Campo Grande, foram presos na hora. O cabo Simão Raul, do mesmo regimento, foi ferido e conseguiu fugir, mas foi capturado mais tarde em um hospital de Limeira.
O caminhão vinha do Mato Grosso do Sul e era acompanhado por um carro civil, que também teria participado do tiroteio. Outros dois homens foram detidos.
Os militares se vendem como o exemplo do moralismo e da disciplina mas é pura hipocrisia.





