Da redação – Em meio à campanha eleitoral pela reeleição, o governo de São Paulo, sob o comando do “socialista” Márcio França (PSB), anunciou que – neste ano – atenderia, pela primeira vez, uma antiga reivindicação dos professores: que a atribuições de aulas para 2019 fosse realizada em dezembro e não no final de janeiro e/ou começo de fevereiro como acontece há muitos anos.
O objetivo da medida, que não acrescenta qualquer custo para a administração era garantir que a imensa maioria da categoria entrasse de férias já tendo conhecimento das turmas e escolas em que trabalharia no próximo ano, permitindo planejar a própria vida. Além disso, o procedimento criava condições para que os professores não tenham que perder parte dos dias do recesso escolar (que representam uma ampliação das merecidas férias docentes) com deslocamento para as escolas e diretorias de ensino para participar das atribuições.
Tudo bem simples e comum, tanto que já é realizado por inúmeras redes públicas de todo o País. A atribuição foi marcada para acontecer nessa terça, dia 18.
Mas a burocracia da Educação, que sempre procura apresentar “estudos” e “análises” em que o professor é apresentado como culpado por tudo de mal que acontece na Educação, alegou cinicamente que não conseguiu concluir o processo de remoção de professores (transferências das escolas sedes de professores efetivos) e a consequente classificação (por pontos relativos a tempo de serviço) de todos os professores. E, assim, resolveu cancelar o processo e transferi-lo para 22 de janeiro do próximo ano, conforme comunicado da Secretaria da Educação.
Assim o governo que setores do movimento sindical e da esquerda apoiaram, no segundo turno das eleições, como se fosse um “mal menor” em relação ao candidato oficial do PSDB, o crápula eleito governador, João Dória, mostrou-se – mais uma vez – como totalmente afinado com a política do governos tucanos que integrou nos últimos oito anos, seja como secretário, seja como vice-governador de Alckmin: para os professores nada, só promessa e conversa fiada. Nada de reajuste (nem o aumento estabelecido por Lei), nada de mudança na atribuição.
Fica evidente que a política que procura convencer educadores e outros trabalhadores de que é possível obter dos governos golpistas e inimigos da Educação pequenos benefícios, através do conchavo e conciliação e não da mobilização da categoria não leva a absolutamente nada.
Para arrancar essas e outras reivindicações, incluindo o fim do “congelamento” dos salários com o pagamento dos 10,15% de reposição retroativo a janeiro de 2017 (aprovado na justiça) e a reposição de todas as perdas salariais.




