Entrevista

Wilmer Armando: quem governa a venezuela são militantes da revolução

Analista internacional e advogado venezuelano fala ao Diário Causa Operária sobre efeitos da agressão dos EUA contra o país

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, Caracas foi atingida por bombardeios durante ataque conduzido pelos Estados Unidos, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. O advogado e analista internacional venezuelano Wilmer Armando Depablos estava na capital quando os ataques começaram. “À 1h57 da madrugada, ouvimos os primeiros bombardeios contra a capital”, relatou, dizendo que os estrondos “levantaram mais de 7 milhões de habitantes” e que, ainda nas primeiras horas, foi procurado pela emissora russa Russia Today (RT) para comentar o ocorrido.

Em entrevista exclusiva ao Diário Causa Operária (DCO), Wilmer afirma que a reação popular foi imediata, com “mobilizações gigantescas” em todo o país, concentradas nas praças Bolívar, exigindo a volta de Maduro e repudiando a agressão norte-americana. Ele rejeita as declarações de Donald Trump e do secretário Marco Rubio de que Washington controlaria o governo venezuelano, e sustenta que “a Venezuela jamais permitirá tutela de qualquer governo estrangeiro, porque a Venezuela não é colônia nem neocolônia de governo algum”.

Ao abordar a posse de Delcy Rodríguez como presidenta encarregada, Wilmer destaca a força do chavismo e insiste que “quem governa a Venezuela são militantes da Revolução”, do Poder Executivo aos governos regionais e municipais. O entrevistado também comenta as primeiras nomeações do novo gabinete, avalia a situação econômica e afirma que uma invasão norte-americana não se coloca como possibilidade, tanto pela preparação defensiva quanto pelo enraizamento político da Revolução Bolivariana. Ao final, ele dirige uma mensagem ao povo brasileiro, pedindo solidariedade ativa: “hoje vêm pela Venezuela; amanhã”, advertiu, “irão pela Colômbia, pelo México e também pelo Brasil”.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

Você estava em Caracas no dia do ataque? Pode nos contar, do seu ponto de vista, como foi? Eu estava na Venezuela, em Caracas especificamente, quando, à 1h57 da madrugada, ouvimos os primeiros bombardeios contra a capital. É realmente impactante ouvir esses estrondos, que de imediato levantaram mais de 7 milhões de habitantes que vivemos na grande capital. Como vocês sabem, imediatamente se ativaram todos os meios de comunicação em nível internacional e, por essa razão, fui contatado de imediato pelo veículo russo chamado Russia Today, no qual vocês podem verificar minhas primeiras declarações.

Qual foi a reação da população ao ataque e ao sequestro? O povo da Venezuela, de imediato, foi às ruas em todo o país; por isso, desde a manhã vimos mobilizações gigantescas em rejeição à operação militar e, evidentemente, também na expectativa de verificar se, de fato, o presidente constitucional eleito pelo povo livre, independente e soberano da Venezuela, eleito em 28 de julho de 2024, e sua esposa haviam sido, efetivamente, sequestrados.

Trump e Rubio afirmaram que conversaram com Delcy Rodríguez e que ela está do lado dos EUA. O que a população acha dessas declarações? Devemos partir do fato certo de que todas as declarações que emanam do governo dos Estados Unidos, de seu principal porta-voz, o presidente Donald Trump, têm como fundamento a mentira. Não é segredo para ninguém que Donald Trump é um fascista que acompanha o genocídio da Palestina, mas, além disso, é um psicopata que está sendo julgado nos Estados Unidos e que precisava de um elemento de distração diante da abertura da “lista de Epstein”. Essa é uma realidade que não podemos ignorar, mas também é certo que ele faz uso da mitomania. É um mentiroso doentio, que não se importa em se colocar diante das câmeras e dizer ao mundo, por exemplo, que ele administra a Venezuela a partir do momento da operação militar.

A Venezuela é dirigida pela Revolução Bolivariana, pelo povo da Venezuela, e isso é uma realidade constatável no próprio terreno. Quando ouvimos o presidente dos Estados Unidos e seu vergonhoso secretário Marco Rubio, ou seu secretário de guerra, Pete Hegseth, tentando fazer o mundo acreditar que eles tutelam a atuação de Delcy Rodríguez — isto é, da então vice-presidente da República, a doutora Delcy Heloína Rodríguez, hoje presidenta encarregada por determinação do Tribunal Supremo, em Sala Constitucional, que precisou interpretar, evidentemente, essa designação na condição de encarregada, porque o mecanismo constitucional prevê faltas absolutas e temporárias, mas não prevê, obviamente, o sequestro de um chefe de Estado por ação de outro chefe de Estado, violando um princípio de igualdade, e que, além disso, nessa operação de extração, levaram-no aos Estados Unidos para julgá-lo em um tribunal ordinário na jurisdição de Nova Iorque.

Ou seja: quando ele diz e afirma que sua equipe tutela a doutora Delcy Rodríguez, basta simplesmente ouvir as declarações recentes desde que ela assumiu o mandato da Sala Constitucional na condição de presidenta encarregada — no primeiro Conselho de Ministros, no dia em que tomou posse, e, ontem à noite [7 de janeiro], por sinal, quando deu novas declarações — nas quais deixa claro que a Venezuela jamais permitirá tutela de qualquer governo estrangeiro, porque a Venezuela não é colônia nem neocolônia de governo algum.

Portanto, é preciso ler com muita responsabilidade não apenas um lado da moeda, isto é, o relato mentiroso das corporações ocidentais, de seus laboratórios de guerra suja, de seus âncoras que, naturalmente, se sustentam na mentira do chefe de Estado norte-americano e de seus secretários. É preciso ler com seriedade e responsabilidade as declarações da doutora Delcy Heloína Rodríguez Gómez, que goza da simpatia, do respeito e da admiração do povo da Venezuela, das Forças Armadas, do governo, e que, além disso, é amplamente respeitada no âmbito internacional por potências nucleares como a Rússia, por uma potência econômica como a China, por uma potência emergente como a Índia, pela potência do Irã, isto é, pelo acompanhamento do Sul Global.

Por quê? Porque é uma mulher que não apenas tem uma história pessoal que evidencia sua formação sempre de esquerda progressista — que vem do próprio pai, assassinado na Quarta República pelos serviços de inteligência de então —, como também, academicamente, é uma mulher preparada para governar. E, como se não bastasse, sua experiência no exercício de funções durante o mandato do Comandante Eterno Hugo Chávez e, evidentemente, no acompanhamento da partida do nosso presidente Hugo Chávez, ao lado do presidente Nicolás Maduro, quando ocupou cargos importantíssimos, como ministra da Comunicação, como presidenta da Assembleia, como presidenta da Constituinte, como ministra das Relações Exteriores, como ministra de Energia e Petróleo e, por fim, o último desses cargos, como vice-presidenta da República. Razão pela qual, de acordo com a Constituição, é ela quem é chamada à substituição provisória do presidente enquanto ele retorna.

O que você acha das nomeações mais recentes de Delcy Rodríguez? A substituição do general encarregado de sua Guarda de Honra precisava ser feita de imediato, por simples razões de bom senso, sem, obviamente, especular sobre detalhes. É o que se impõe diante da vulneração evidente ocorrida na extração do presidente da República, no dia 3 de janeiro deste ano.

Além disso, ela acaba de designar como ministro para a Economia o companheiro e camarada Calixto [Ortega], que também ocupou a presidência do Banco Central da Venezuela, um homem formado na área e que, evidentemente, acompanhou sua gestão como ministra no ramo financeiro, como ministra do Gabinete Econômico, porque esse jovem reúne preparação acadêmica e experiência no manejo da economia. Considero muito acertadas as duas primeiras designações feitas pela presidenta, em resguardo, evidentemente, do projeto econômico que, como vocês sabem, foi avaliado pela CEPAL, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional, quando evidenciam que a Venezuela tem um crescimento que superou a projeção de 3% para o ano de 2025, que passou de 8% e que confirma que, efetivamente, a Venezuela tem mais de 20 trimestres de crescimento, o que a coloca como a economia de maior crescimento em toda a região latino-americana, superando o México, superando o Brasil, que são, digamos, os colossos da região.

Já se projeta para este ano um crescimento de 3%. Essa operação militar e o sequestro do presidente em nada afetaram a dinâmica econômica; ao contrário, seguimos cumprindo os convênios bilaterais com todos os aliados comerciais que temos no mundo. Isso inclui, evidentemente, os Estados Unidos, porque vocês sabem que 70% das exportações se concentram em oito países e que os Estados Unidos estão entre eles, com 27% de intercâmbio comercial.

É importante assinalar que os Estados Unidos, nesta etapa, solicitam à presidenta encarregada uma nova abertura no relacionamento econômico vinculado à matéria energética. E, evidentemente, a Venezuela, com as maiores reservas de petróleo do mundo, como vocês sabem, enquanto os Estados Unidos só têm reservas para cinco anos. Neste momento, são 77 os países que têm petróleo, mas, dentro de uma década, Venezuela, Rússia, Arábia Saudita, Irã e Iraque serão os únicos cinco países que terão reservas, e a Venezuela seguirá liderando a equação econômica com uma reserva certificada, na Faixa do Orinoco, de mais de 303 bilhões de barris de petróleo.

E a Venezuela não se coloca, no marco de seu intercâmbio comercial energético, a excluir os Estados Unidos. Ao contrário. Em 1º de janeiro, quando o prestigioso jornalista Ramoné entrevistava o presidente da República, o mundo inteiro ouviu quando ele convidava Donald Trump a dialogar; quando, no marco da diplomacia, chamava as empresas petrolíferas norte-americanas para um intercâmbio comercial saudável e respeitoso, que pode e deve ser feito, e que não deveria escandalizar ninguém, porque nós nunca deixamos de nos relacionar comercialmente com os Estados Unidos.

Como está sendo a mobilização da população em defesa da Venezuela? Esta pergunta é muito importante, porque, de norte a sul, de leste a oeste, nas 25 regiões que compõem este país, na estrutura de 336 municípios existentes em todo o território nacional — isto é, a divisão político-territorial —, onde existem as praças Bolívar, ali se concentra a população em todo o país desde a mesma madrugada em que se maculou o solo sagrado de Bolívar.

Ali vemos as expressões do povo da Venezuela, de ponta a ponta do país: primeiro, rejeitando a operação militar dirigida por Donald Trump, violando a Constituição dos Estados Unidos, as leis federais e, além disso, usurpando as funções do Congresso, ao qual não pediu autorização para essa operação militar em território estrangeiro. Mas, além disso, evidencia-se a violação da Carta das Nações Unidas, dos instrumentos do marco internacional, e, como se não bastasse, também usurpa as funções do Conselho de Segurança, que é o único autorizado a permitir uma operação em território estrangeiro.

Esses fatos, evidentemente, são repudiados pelo povo da Venezuela. E, além disso, nessas mesmas expressões nas ruas, o povo exige o retorno do presidente da Venezuela eleito de forma livre, independente e soberana em 28 de julho de 2024, sobre o que já não pode haver qualquer dúvida.

Isto é importante que Lula da Silva, do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia, ouçam, porque é o próprio Donald Trump quem decapita pública e politicamente a fascista María Corina Machado quando diz, sem qualquer limitação, que ela não goza do respeito e da simpatia do povo da Venezuela. E, de imediato, isso nos obriga a concluir que todo aquele relato mentiroso das atas que supostamente permitiam provar o triunfo do seu fantoche, Edmundo González Urrutia, fica evidente que nunca foi verdade; e, naturalmente, ela tampouco ganhou as primárias, pelas quais foi atacada dentro da Venezuela pela própria oposição. Esse relato mentiroso cai com a própria decapitação política que, publicamente, Donald Trump faz sobre ela.

E, como se não bastasse, é importante destacar que, ontem [7 de janeiro], o New York Times e o Washington Post mostram que o próprio Departamento de Estado, ao analisar o processo pelo qual se imputam quatro supostos delitos vinculados ao narcotráfico ao presidente constitucional Nicolás Maduro, não consegue sustentar isso por si só, por mais bom senso e experiência que se aplique: o próprio conteúdo do processo evidencia que esse “cartel dos sóis” não existe, e por isso o Departamento de Estado torna isso público.

E é muito importante, neste ponto, destacar que, na Venezuela, internamente, não houve qualquer movimento que acompanhasse a operação militar: isto é, esses supostos oito milhões de habitantes que teriam votado em María Corina Machado, isto é, no seu fantoche Edmundo González Urrutia, não existem; não saíram às ruas. E, por isso, o que vemos no âmbito internacional é apenas um ou outro pequeno foco irrisório aplaudindo a operação militar feita por Donald Trump contra a Venezuela e o sequestro do presidente.

Mas, se olharmos com objetividade a realidade que se apresenta no âmbito internacional, quando movimentos sociais, povos e organizações saem em todos os países do mundo, se colocam diante das embaixadas da Venezuela e dos Estados Unidos em rejeição a essa operação militar, exigindo a libertação imediata do presidente, podemos contrastar, no plano nacional e internacional, que o povo rejeita internamente, e nossos aliados no exterior rejeitam essa operação e exigem, interna e externamente, a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro Moros e de sua esposa.

É possível que ocorra uma invasão norte-americana? A invasão do território venezuelano não é possível por vários elementos, mas a primeira coisa a dizer é que a operação militar na Venezuela o que fez foi bombardear quatro regiões e, especificamente, alguns pontos estratégicos de ordem militar, farmacêutica e tecnológica. Por quê? Evidentemente, como vocês sabem, a Venezuela tem um arsenal defensivo e, além disso, a tecnologia é fundamental para a defesa. E, como se não bastasse, para vulnerabilizar o nosso povo, foi bombardeado o depósito mais importante onde se guardam os medicamentos de alto custo destinados a pessoas com HIV, a pessoas com diabetes, porque o que buscam é semear terror na psique coletiva do nosso país.

Mas isso não será alcançado, porque, de imediato, estamos fazendo as reposições correspondentes, já que a Venezuela produz mais de 70% dos seus insumos farmacêuticos, e o restante solicitamos aos nossos aliados da Índia, Cuba, Rússia etc.

Aqui é muito importante assinalar que os Estados Unidos não se atreveram a matar — isto é, assassinar — o presidente nessa operação, porque eles sabem, já fizeram os cálculos: o povo sairia às ruas e se geraria, evidentemente, uma guerra civil, o que não lhes daria um cenário para tomar o petróleo na Venezuela, porque nosso povo está preparado. Como vocês sabem, somos mais de 32 milhões de habitantes, mas oito milhões se alistaram para a defesa do nosso país, e por isso a milícia deste país, junto aos quatro componentes da Força Armada Nacional — vale dizer, a Guarda, o Exército, o componente aéreo e o marítimo — encontram-se alinhados na defesa do país, o que impediria, evidentemente, uma invasão em território pleno.

Nossas instituições estão perfeitamente consolidadas. Além disso, o Tribunal Supremo, o Conselho Nacional Eleitoral, o Poder Executivo, os governos regionais e os municípios em nível nacional, em sua maioria, são militantes da Revolução. Isso tornaria impossível qualquer governabilidade por parte de um governo estrangeiro no território.

Por isso, o cenário da invasão foi calculado por Donald Trump e por isso ele decapita publicamente María Corina para tirá-la do jogo político. E, além disso, de imediato cria uma comissão integrada por seus quatro “mosqueteiros”, poderíamos dizer: o vice-presidente, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth e, evidentemente, o assessor [Stephen] Miller, com a intenção de se relacionarem com o governo da Venezuela, porque precisam urgentemente do petróleo.

Por isso, ontem vimos um comunicado da empresa venezuelana Petróleos de Venezuela informando ao país que, neste momento, estamos sentados em uma negociação, no marco da Constituição, sem nos apartarmos dos princípios de liberdade, independência e soberania energética, com a equipe de Donald Trump, porque, como disse ontem à noite a presidenta encarregada, a Venezuela não exclui nenhum país no marco do relacionamento energético.

O governo dos EUA afirma que estão controlando o país. É verdade? Se não, quem está controlando a Venezuela? Voltamos ao ponto do relato mentiroso dos Estados Unidos quando dizem que estão controlando a Venezuela. Convido vocês a verem as três declarações feitas pela doutora Delcy Rodríguez desde o momento em que convocou o Conselho de Ministros, nas quais deixa claro que a Venezuela jamais será tutelada por governo estrangeiro algum; que a Venezuela não é, nem será, colônia ou neocolônia de governo estrangeiro — menos ainda de um governo decadente do mundo unipolar, que hoje morre aos olhos do mundo diante do nascimento do mundo multipolar e pluricêntrico.

A Venezuela é livre, independente e soberana, e os destinos da nossa pátria estão hoje bem resguardados com a encarregadoria presidencial da doutora Delcy Rodríguez, que é uma autêntica revolucionária e que jamais trairá este projeto, trairá este povo, porque goza da simpatia, do respeito e da admiração do nosso povo e porque, além disso, é uma mulher de princípios revolucionários.

Que mensagem você quer enviar para a população brasileira? Ao povo irmão do Brasil, pedimos e recordamos que este é o momento da defesa dos nossos projetos, dos nossos projetos emancipadores. Hoje vêm pela Venezuela; amanhã, como Donald Trump disse abertamente, irá pela Colômbia, pelo México e também pelo Brasil. Por isso, é importante a voz do povo; por isso, são importantes os movimentos e as organizações em defesa das nossas soberanias, em defesa do projeto da Pátria Grande, no qual, evidentemente, o povo do Brasil tem um papel fundamental.

Saudamos e agradecemos toda a solidariedade que recebemos dos nossos companheiros, sobretudo do movimento do Foro de São Paulo e do movimento de Puebla, porque só os povos nos farão livres. O terror, o pânico que o império norte-americano sente diante dos povos da América Latina é evidente. Por isso, de imediato, essas operações psicológicas, essas operações híbridas de quarta e quinta geração, estão dirigidas à psique dos nossos povos, com a intenção de amedrontá-los, de gerar medo, para torná-los vulneráveis.

É o momento dos povos; é o momento da solidariedade internacional e do levantamento das bandeiras de liberdade, independência e soberania. Desde a Venezuela, os abraçamos. Desde a Venezuela, acompanhamos o Brasil quando foi golpeado, quando foi atacado pelo império norte-americano e seus aliados.

Chávez vive, a pátria segue. “Pátria ou morte”, dizia Ernesto Che Guevara. Assim, despeço-me agradecendo o convite para esta entrevista e, como sempre, estarei atento para atendê-los e levar-lhes a verdade da Venezuela, no marco da comunicação política com visão geopolítica, tão importante para fazer o contraponto, evidentemente, ao relato mentiroso do império norte-americano.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.