O Partido da Causa Operária (PCO) anunciou a realização de três atividades carnavalescas em São Paulo durante o Carnaval de 2026, reforçando o compromisso com a defesa do Carnaval como a maior festa popular do mundo. Historicamente marcada por protesto, rebeldia e expressão coletiva das massas, a folia ganha destaque nas iniciativas organizadas ou apoiadas pelo Partido, que priorizam marchinhas tradicionais, irreverência e liberdade sem censura nem moralismo.
As raízes do Carnaval remontam à Antiguidade, com festas pagãs como as Dionisíacas gregas, dedicadas ao deus Dionísio, cheias de excessos, danças e liberação de desejos, e as Saturnálias romanas, em homenagem a Saturno, quando ocorria uma inversão radical de papéis sociais: escravos eram servidos pelos senhores, normas eram suspensas e prevalecia um clima de igualdade temporária e libertinagem. Essas celebrações permitiam que as camadas oprimidas experimentassem, por poucos dias, uma liberdade inexistente no dia a dia. Com o cristianismo na Idade Média, a Igreja incorporou e regulou essas tradições, transformando o período em antevéspera da Quaresma, o termo “carnaval” deriva do latim carne vale (“adeus à carne”), mantendo o espírito de “mundo de cabeça para baixo” com máscaras, fantasias e subversão das hierarquias.
No Brasil, o Carnaval chegou com a colonização portuguesa no século XVI, inicialmente como entrudo, uma brincadeira de rua popular e animada em que pessoas, sobretudo das camadas baixas, incluindo escravos africanos, atiravam água, farinha, ovos e outros elementos uns nos outros. Enquanto as elites se divertiam em bailes internos, as ruas eram das massas.
No século XIX, o entrudo foi gradualmente regulamentado pelas autoridades, mas influências africanas, ritmos, danças e instrumentos mesclaram-se às tradições portuguesas e dos índios, dando origem ao Carnaval moderno: marchinhas (como Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, em 1899), ranchos, cordões e, no século XX, as escolas de samba, que transformaram a festa em expressão organizada das favelas, com sambas-enredo como forma de política.
O primeiro evento é o Baile do CCBP, marcado para sábado, 14 de fevereiro, a partir das 18h, no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), Rua Conselheiro Crispiniano, 73, centro de São Paulo. O baile oferece marchinhas tradicionais de Carnaval, ambiente à fantasia, sem censura nem moralismos, com chope Brahma à vontade e cartaz destacando elementos clássicos como máscaras e sinos. O ingresso custa R$50.
No mesmo dia, acontece o Bloco O Vermelhão. A iniciativa reforça o Carnaval como espaço de liberdade, resistência à repressão e celebração irrestrita da folia popular.
O terceiro evento é o Baile de Máscaras, programado para segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 19h, também no CCBP. Os participantes são convidados a usar máscaras, com marchinhas e em ambiente de diversão. O valor do ingresso é R$50.
Para mais informações, entre em contato: (11) 99741-0436.





