A União Europeia afirmou que não reconhecerá Delcy Rodríguez como presidenta interina da Venezuela, embora mantenha contatos limitados com o país para resguardar seus próprios interesses. A declaração foi feita nesta terça-feira (6) pela porta-voz da Comissão Europeia para assuntos externos, Anitta Hipper, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
“O que faremos neste caso é o que temos feito até agora. Embora não tenhamos reconhecido a legitimidade do presidente Nicolás Maduro, o mesmo vale para Delcy Rodríguez nessa condição, mas manteremos um engajamento direcionado com as autoridades venezuelanas para proteger nossos próprios interesses”, afirmou Hipper.
A porta-voz acrescentou que a União Europeia espera que o futuro da Venezuela seja “moldado por um diálogo inclusivo” que leve a uma “transição democrática”, envolvendo atores que a UE considera comprometidos com esse objetivo, incluindo setores da oposição.
Delcy Rodríguez tomou posse como presidenta interina diante da Assembleia Nacional na segunda-feira, após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, levados aos Estados Unidos durante agressão militar. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que o casal será julgado sob acusação de “narcoterrorismo” e sob alegação de que representaria ameaça aos EUA.





