O artigo Os principais riscos para o mundo no curto e no longo prazo, de Bráulio Borges, publicado nesta quinta-feira (15), traz que o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório de riscos globais. Não por menos, no centro do debate está Donald Trump, apontado como o responsável pela onda de turbulência mundial.
Segundo o artigo, “o principal risco apontado para o curto prazo (horizonte de até dois anos à frente) é a ‘confrontação geoeconômica’, impulsionada sobretudo pela postura cada vez mais beligerante do governo Donald Trump ante diversos países, inclusive aliados de longa data.”
Adiante, “o segundo lugar coube ao fenômeno da desinformação (disseminação crescente de informações falsas ou distorcidas), que tende a alcançar um novo patamar com a popularização das ferramentas de inteligência artificial (que estão cada vez mais poderosas)”.
Quanto ao primeiro ponto, chama a atenção que a tal “confrontação geoeconômica” seja atribuída a Trump. Após a derrota contra o Afeganistão, Joe Biden iniciou uma ofensiva contra a China, envolvendo Taiuam; bem como forçou a Rússia, após anos de tentativas de negocia a invadir a Ucrânia.
Para a provocar a China, foram criados ou reativados acordos militares QUAD e AUKUS, envolvendo vários países, como Índia, China, Austrália, Japão, Estados Unidos, Reino Unido. Podemos colocar na lista a Coreia do Sul e as Filipinas, assegurando quatro novas bases. Acordo de defesa com Papua Nova Guiné; projetos de construção ou reforma de bases na Micronésia e Guam; sanções etc.
Joe Biden pode-se dizer, deus os primeiros passos para a III Guerra Mundial, que muitos analistas dizem que não é coisa para o futuro, já está em andamento.
Fake News
A preocupação com notícias falsas é uma fraude. A grande imprensa mente desde sempre e isso nunca foi alvo de investigações, ou o que seja.
O que está acontecendo, de fato, é o uso das “fake news” para se instaurar a censura nas redes sociais. No Brasil, por exemplo, Alexandre de Moraes, ministro do STF, instaurou um inquérito que completa 7 anos em março. O “Inquérito das Fake News”, segundo o ministro, não tem data para encerrar, o que afronta a Constituição.
Estão utilizando as “mentiras” para se coibir a liberdade de expressão
e censurar as redes. Adolescentes e crianças estão sendo proibidos de acessar redes sociais sem a autorização dos pais, uma flagrante violação de direitos, pois crianças e adolescentes também são cidadãs.
Polarização
O terceiro fator que aparece na lista é o “risco de curto prazo, polarização das sociedades”. Que seria impulsionado pelo segundo (a desinformação). O argumento é pífio, alega-se que a desinformação “vem criando um ambiente social e político cada vez mais disfuncional, em que pessoas com posições políticas/ideológicas distintas não conseguem nem mesmo dialogar de forma saudável (deixando de ser adversários e passando a ser inimigos”. Isso não passa de especulação, pois sociedades já travaram guerras civis sem houvesse o concurso de notícias falsas ou algo do gênero. Os confrontos ocorrem porque se confrontam interesses antagônicos.
Em quarto lugar, alegam que estão os “eventos climáticos extremos”. Em quinto “os riscos associados a conflitos armados impulsionados pelos governos”.
A desculpa do clima
A questão do clima é uma política imperialista que visa constranger os países atrasados a não se industrializar e permanecerem como grandes fazendas, condenadas a trocar commodities por produtos tecnológicos, muito mais valorizados. Trump não quer saber dessa politica, pois quer aumentar a produção, e isso coloca em xeque a política climática.
Os conflitos armados são fruto da própria crise de dominação do imperialismo, não tem nada a ver com Trump.
Trump, o espantalho
O Fórum ter colocado Trump na mira mostra que o presidente americano nunca foi o candidato orgânico do imperialismo. Outros presidentes foram muito belicosos. Seu antecessor, Joe Biden, Barack Obama agrediram muito mais outros países, e nunca foram criticados de maneira apropriada.
O imperialismo fez o que pôde para impedir a eleição de Trump, que apesar de ser um representante do grande capital americano, não tem cumprido a contento as demandas do grande capital financeiro, que quer aumentar a pressão na Ásia, no Leste Europeu e no Oriente Médio.





