O canal TV Marighella no YouTube foi removido permanentemente pelo Google em um ato escancarado de censura política. No dia 12 de fevereiro de 2026, o coletivo responsável pelo canal divulgou o ocorrido junto com uma declaração contra a censura. O coletivo Manifesto em Defesa das Vozes que Falam da Palestina e Denunciam o Sionismo, destacou como uma rede norte-americana controla o que pode ser dito no Brasil. Participou da denúncia de censura André Constantine, que recebeu intimações da CONIB (Confederação Israelita do Brasil) por acusações falsas de antissemitismo ao defender o povo palestino no ano passado.
O caso expõe mais um episódio de supressão de vozes críticas ao sionismo e ao Estado de “Israel”. Constantine deu ênfase em como a censura visa silenciar a denúncia das práticas terroristas, genocidas e de limpeza étnica, por “Israel”. O canal, inspirado em Carlos Marighella, denunciava consistentemente esses temas, e sua remoção é provável resultado de pressões de agências de inteligência, como CIA, FBI e Mossad em parceria com big techs californianas, como Meta, Google e X, visando proteger interesses imperialistas e sionistas.
Essa censura não é isolada. Diversos setores da esquerda brasileira enfrentam ataques semelhantes por solidariedade à Palestina. O jornalista Breno Altman sofreu processos e inquéritos promovidos pela CONIB, sob alegação de antissemitismo, por suas análises e entrevistas sobre a resistência palestina. O jornal A Nova Democracia teve seu canal no YouTube suprimido em 2025, acusado de violar políticas contra “organizações criminosas violentas” ao apoiar a causa palestina. O PCO (Partido da Causa Operária) também foi alvo de investigações do MPF e MP-RJ, rotulado falsamente como “organização terrorista islâmica” por sua posição revolucionária e pró-Palestina. Outros, como o Opera Mundi, órgão jornalístico independente dirigido por Altman, enfrentaram desmonetização por cobertura do genocídio em Gaza.
Esses episódios indicam uma campanha mais ampla da burguesia e de lobbies sionistas contra a esquerda, que começa com defensores da Palestina, mas tende a se ampliar. A criminalização do pensamento crítico, sob pretexto de combater “discurso de ódio” ou proteger minorias, avança globalmente: restrições ao acesso à internet para jovens, crianças e adolescentes crescem em vários países, com leis que limitam conteúdos “perigosos” e favorecem a vigilância e o silenciamento de dissidências políticas. No Brasil, isso se soma a tentativas de controle sobre a comunicação, ameaçando o direito à liberdade de expressão e à organização.
A declaração denuncia que tais medidas dificultam a denúncia sobre atrocidades, golpes de Estado e genocídios, beneficiando a manutenção do sistema capitalista e imperialista. A íntegra do da declaração divulgada pelo coletivo segue na imagem, abaixo segue comentário do coletivo Manifesto em Defesa das Vozes na sequência da declaração: 

🇵🇸 O Canal do YouTube TV Marighella foi removido permanentemente.
🇵🇸 O Manifesto em defesa das VOZES que falam da Palestina e denunciam o sionismo, sobretudo a voz do companheiro Andre Constantine, vem a público denunciar essa supressão dos direitos de expressar acerca dos crimes de guerra e atrocidades cometidas pelo Estado terrorista e sionista de “israel”, acobertado e financiado pelo imperialismo norte-americano.
🇵🇸 A TV Marighella agradece a cada internauta atento, participativo e engajado na disseminação das ideias ali desenvolvidas e ao empenho em se inscreverem e compartilhar os conteúdos.
🇵🇸 Leia o Manifesto construído coletivamente, onde você compreende o porquê do apoio às VOZES que falam da Palestina e denunciam o sionismo. Que gera perseguição política e assédio judicial. Vamos sair em defesa dessas vozes.
🇵🇸 CURTA, COMENTE, REPOSTE E COMPARTILHE
Acesse a postagem original aqui.



